Novo mandato de Guterres na ONU. "Espero que seja menos complicado"

António Guterres era o único candidato.

Poucos minutos antes de o Conselho de Segurança da ONU aprovar a atribuição a António Guterres de um segundo mandato como secretário-geral, Marcelo Rebelo de Sousa saudou o grande trabalho do português num período que classifica de muito difícil perante uma pandemia e uma administração norte-americana muito unilateralista e protecionista.

"Mesmo assim ele ultrapassou isso, conflitos complicados em vários pontos do globo, a questão da multiplicação de migrações como resultado das alterações climáticas na América do Sul e no continente africano e o facto de se ter parado um bocadinho na questão do Médio Oriente. Foi um mandato muito difícil e ele conseguiu ultrapassá-lo. Espero que este próximo mandato, se for confirmado, como tudo indica, seja menos complicado do que foi o mandato anterior", afirmou Marcelo Rebelo de Sousa.

No cargo desde janeiro de 2017, o ex-primeiro-ministro português, de 72 anos, era o único candidato, já que, apesar de ter havido dez candidaturas individuais, nenhuma foi aceite, por não contar com o apoio de qualquer dos 193 países membros da organização.

Numa breve sessão à porta fechada, o Conselho de Segurança, essencial no processo de nomeação, foi unânime em recomendar à Assembleia-Geral das Nações Unidas a manutenção do seu líder, anunciou o presidente em exercício daquele órgão, o embaixador estónio Sven Jürgenson.

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