Número de refugiados ucranianos ultrapassa os 3,5 milhões

Mais de dois milhões foram para a Polónia, 540 mil para a Roménia e 367 mil para a Moldova.

Mais de 3,5 milhões de pessoas fugiram da Ucrânia desde a invasão da Rússia, cerca de 60% das quais foram recebidas pela vizinha Polónia, anunciou esta terça-feira o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

De acordo com esta agência da ONU, 3,53 milhões de pessoas deixaram a Ucrânia devido ao conflito, tendo 2,1 milhões ido para a Polónia, 540 mil para a Roménia e 367 mil para a Moldova.

Na segunda-feira, o ACNUR dava conta de 3,38 milhões de refugiados ucranianos e acrescentava ter ainda registado mais de 6,6 milhões de deslocados internos.

Logo após a invasão russa, a 24 de fevereiro, o ACNUR previu que cerca de quatro milhões de refugiados poderiam deixar a Ucrânia, mas reavaliou, entretanto, essa previsão, admitindo já que esta é a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Nos últimos dias, as saídas da Ucrânia têm diminuído, depois de atingirem mais de 200.000 por dia em dois dias consecutivos do início de março.

A Organização Internacional para as Migrações (OIM) estima que cerca de 6,5 milhões de pessoas estão deslocadas internamente na Ucrânia, sugerindo que algumas, se não a maioria, podem fugir para o estrangeiro se a guerra continuar.

Já o ACNUR prevê que, entre refugiados e deslocados internos, o número chegue aos 10 milhões, quase um quarto da população total da Ucrânia.

A Rússia lançou, a 24 de fevereiro, uma ofensiva militar na Ucrânia, depois de meses a concentrar militares e armamento na fronteira com a justificação de estar a preparar exercícios.

A guerra já matou pelo menos quase mil civis e feriu cerca de 1.500, incluindo mais de 170 crianças, de acordo com as Nações Unidas.

Segundo a ONU, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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