"Números são assustadores." ONU anuncia que mais de 81 mil mulheres e meninas foram assassinadas em 2021

A publicação das Nações Unidas revelou que, em 2022, 22 mulheres já foram assassinadas em Portugal.

O Organização das Nações Unidas (ONU) publicou, esta sexta-feira, no Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, os mais recentes dados de pessoas do sexo feminino que são vítima de violência e, em 2021, foram assassinadas 81 mil mulheres e meninas em todo o mundo e, em Portugal, durante 2022, 22 mulheres já perderam a vida por assassinato.

Contas feitas, cerca de cinco mulheres foram mortas, por hora, no planeta. Em mais de metade dos casos - 56%, as mortes foram provocadas por parceiros ou familiares, provando, como refere a organização, que "nem a própria casa é um lugar seguro".

"Estes números são assustadores", considera a ONU, explicando que os números podem ser superiores aos contabilizados, porque " inúmeras mulheres vítimas fatais não são contabilizadas, dado que os seus casos não são reportados e muitas outras não denunciam casos de violência, devido à ausência de apoio legal ou jurídico".

De acordo com as Nações Unidas, o continente asiático contabilizou o maior número de feminicídios na esfera privada, enquanto as mulheres e meninas africanas "correm mais risco de serem mortas por um parceiro íntimo ou membro familiar". Na América do Norte e na Europa, a Covid-19 para um aumento significativo dos feminicídios no meio íntimo na América do Norte e na Europa.

No caso de Portugal, 28 mulheres já foram assassinadas, em 2022, sendo que 22 delas ocorreram "em contexto de relação íntima". Os dados recolhidos pela Associação de Apoio à Vítima (APAV) e citados pela ONU mostram que, em média, 37 pessoas por dia, recorreram à associação, a maioria mulheres e por violência doméstica.

O dia 25 de novembro foi também designado o Dia Cor de Laranja no âmbito da campanha UNiTE, das Nações Unidas, com esta cor a simbolizar um futuro livre de violência, mas também como forma de demonstrar a solidariedade com a luta pelo fim de todas as formas de violência contra as mulheres.

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