"O património de um país é o património mundial de todos"

As vidas estão sempre em primeiro lugar, mas a memória está a ser destruída e é preciso defender o património. O apelo é do presidente da Associação Portuguesa de Museologia.

João Neto, presidente da já manifestou apoio à Ucrânia e tem estado em contacto com os países vizinhos, para que assim que possível possam ajudar a recuperar os monumentos destruídos nesta guerra.

O presidente da Associação Portuguesa de Museologia diz que estamos a assistir a bombardeamentos sem piedade e dá exemplos do património já destruído na Ucrânia.

"Em qualquer conflito armado todos nós os que trabalham para os museus e para o património ficamos preocupados com um conflito armado onde vemos que não há respeito por ninguém. Estamos a tentar entrar em contacto com os colegas da Ucrânia e dos países à volta, porque temos que pensar no que se está a passar neste momento e tentar ajudar. Mas depois tenho a certeza que estas situações vão acabar e vamos ajudar a recuperar o património destruído. Sabemos que já foi destruído um museu e há outros em risco, a perspetivas de bombardeamento sem piedade vai levar a situações não só humanas mas também de património destruído", explicou à TSF João Neto.

A embaixada da Ucrânia junto da Santa Sé já apelou ao governo russo para não destruir a Catedral de Santa Sofia em Kiev, Património Mundial da UNESCO. Para João Neto "no mundo em que vivemos, em que facilmente podemos chegar ao outro lado do mundo em poucas horas, o património de um país é património de todos. Tem os que nos preocupar com a vida dos nossos colegas e familiares e com a dor no coração que devem estar a sentir ao tentar salvar esse património. Estamos preocupados, deixamos um alerta a todos os colegas, vamos ter que nos preparar para ir ajudar e reerguer a Ucrânia e todos os museus da Ucrânia. Estamos a falar da memória e da história de um país".

A Associação Portuguesa de Museologia já manifestou disponibilidade para ajudar a recuperar o património ucraniano. " Estamos já a falar com colegas dos países limítrofes, não só a tentar ver como podemos ajudar as famílias daqueles mais ligados ao património, mas também daqueles que possam ter que fugir devido a perseguições que possam surgir depois. Faremos tudo para encontrar soluções durante e após o conflito".

João Neto diz que "perdeu-se o bom senso entre os que iniciaram este processo. Custa muito enquanto historiador acordar e ver todo o sofrimento de um povo, ucraniano e russo que têm lá família num conflito sem sentido. Enquanto europeu sinto-me muito triste por ver a Europa num conflito armado".

A Associação Portuguesa de Museologia está solidária com os que arriscam a vida para preservar o património cultural na Ucrânia e está disponível para ajudar na salvaguarda destes monumentos.

ACOMPANHE AQUI TUDO SOBRE O CONFLITO ENTRE A RÚSSIA E A UCRÂNIA

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