O voto perverso em Boris Johnson

Contra as próprias convicções, há eleitores britânicos a votar em candidatos que detestam e em quem não confiam.

É o caso de Ben O"Henry, que já votou, por correio, no Partido Conservador.​ Este eleitor, de 53 anos, explica que "a qualidade da oposição é terrível, o nosso sistema político está paralisado e os conservadores são a única esperança de que não há paralisia".​

Ben até liderou o setor europeu da empresa onde trabalha, mas três anos e meio de um impasse com desfecho ainda incerto, apenas quer seguir em frente e evitar uma divisão "que levará uma geração a resolver".

Desiludido, o economista confessa que não confia em Boris Johnson. "É um populista e não podemos acreditar naquilo que ele diz", mas acaba por ser o mal menor. Em comparação, afirma, "Jeremy Corbyn é da esquerda a roçar o comunismo, com um registo de antissemitismo que o torna uma desgraça e a política dos liberais democratas, de anular o referendo, é antidemocrática".​

Ben acrescenta que "de forma perversa", até deseja uma grande maioria para Boris Johnson, porque "quanto maior for a maioria, menos o partido estará virado para a direita". E como Ben, muitos opositores ao Brexit vão agora votar em Boris Johnson. ​Rendidos à real politik.

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