OCDE melhora previsão de crescimento económico da zona euro para 3,9% este ano

Esta melhoria face às previsões de dezembro alicerça-se nos crescimentos de França, Espanha, Itália e Alemanha.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) melhorou em 0,3 pontos percentuais a previsão de crescimento económico da zona euro, apontando agora para um aumento de 3,9% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

De acordo com as previsões económicas intercalares esta terça-feira divulgadas, o crescimento da zona euro, uma melhoria face às previsões de dezembro, alicerça-se nos crescimentos de França (5,9%), Espanha (5,7%), Itália (4,1%) e Alemanha (3,0%).

Apesar dos crescimentos económicos, as previsões para França e Itália pioraram face a dezembro, dado que registam uma descida de 0,1 e 0,2 pontos percentuais, respetivamente, face ao final do ano passado.

Para 2022, a OCDE também melhorou as perspetivas de crescimento do PIB, apontando para 3,8% na zona euro, uma subida de 0,5 pontos percentuais (p.p.) face ao estimado em dezembro

A OCDE estima ainda que o crescimento económico mundial atinja os 5,6% em 2021 (subida de 1,4 p.p.) e 4,0% em 2022 (subida de 0,3 p.p.).

Já o G20 (grupo das economias mais desenvolvidas do mundo) deverá crescer 6,2% em 2021 (subida de 1,5 p.p. face às previsões de dezembro) e 4,1% em 2022 (subida de 0,4 p.p.).

Os Estados Unidos deverão crescer 6,5% em 2021 e 4,0% em 2022, o Reino Unido 5,1% e 4,7%, respetivamente, e o Japão 2,7% e 1,8% nos dois anos referidos.

Segundo o relatório que acompanha as previsões, a OCDE refere que "as perspetivas económicas mundiais melhoraram marcadamente nos últimos meses, ajudadas pela distribuição gradual de vacinas eficazes, anúncios de apoio orçamental adicional em alguns países, e sinais de que as economias estão a lidar melhor com medidas para suprimir o vírus".

No entanto, a organização liderada por Ángel Gurría refere que "há cada vez mais sinais de divergência entre países e setores", com o confinamento a "bloquear o crescimento em alguns países e no setor dos serviços a curto prazo, ao passo que outros beneficiarão de políticas de saúde eficazes, distribuição de vacinas mais rápida e forte apoio de políticas".

"Permanecem riscos significativos", de acordo com a OCDE, que sinaliza que "o progresso lento na distribuição das vacinas e a emergência de novas mutações do vírus resistentes às vacinas existentes resultaria numa recuperação mais fraca, maiores perdas de emprego e mais falhanços de negócios".

A OCDE também defende que "um aperto prematuro da política orçamental deve ser evitado", e que este apoio deverá ser "contingente ao estado da economia e ao ritmo das vacinações".

"A atual política monetária muito acomodatícia deverá ser mantida, e permitir uma falha temporária dos objetivos de inflação, desde que as pressões sobre os preços permaneçam bem contidas, com políticas macroprudenciais implementadas onde necessário para assegurar a estabilidade financeira", pode também ler-se no documento.

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