Oito mortos em ataque turco à Síria. Conselho de Segurança da ONU reúne-se de urgência

A Turquia lançou esta quarta-feira uma nova operação militar sobre a zona de fronteira com a Síria. Países europeus do Conselho de Segurança das Nações Unidas decidiram convocar uma reunião de emergência.

O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) reúne-se esta quinta-feira de urgência para debater a ofensiva turca no nordeste da Síria. A reunião foi convocada pela França, Reino Unido, Alemanha, Bélgica e Polónia, os cinco países da União Europeia (UE) atualmente representados no Conselho de Segurança.

A Turquia lançou quarta-feira uma nova operação militar contra a milícia curda das Unidades de Proteção Popular (YPG), apoiada pelos países ocidentais, mas considerada terrorista por Ancara.

Do ataque resultaram as mortes de pelo menos cinco civis e três militares, assim como dezenas de feridos, segundo as Forças Democráticas Sírias.

A agência Reuters relata explosões e incêndios na cidade síria de Tel Abyad, horas após o bombardeamento das forças turcas, e uma onda de pessoas a fugir em massa.

A operação militar foi previamente anunciada pelo Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que disse que esta seria "proporcionada, calculada e responsável" e que visa "os terroristas das YPG e do Daesh [acrónimo árabe do grupo extremista Estado Islâmico]", pretendendo estabelecer uma "zona de segurança" no nordeste da Síria.

"A zona de segurança que iremos criar permitirá o regresso de refugiados sírios ao seu país", acrescentou o líder da Turquia, país que acolhe atualmente cerca de 3,6 milhões de refugiados.

A ofensiva turca surge após o anúncio do Presidente norte-americano, Donald Trump, no domingo, de que as tropas dos Estados Unidos iam abandonar a zona em causa. A decisão foi vista pelos curdos como "uma facada nas costas".

Trump "corrigiu" mais tarde as suas declarações, assegurando que Washington não tinha "abandonado os curdos", que desempenharam um papel crucial na derrota militar do grupo extremista Estado Islâmico, e veio qualificar o ataque turco à região como uma "má ideia".

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