OMS avisa que sempre que baixamos a guarda o virus ataca

O aviso já foi feito vezes sem conta mas continua atual e os responsáveis da organização mundial de saúde insistem que, descobertas as vacinas, a evolução da doença devia ser diferente.

Ao fim de mais de um ano de pandemia o número de infeções continua a ser o mais alto de sempre. A última semana revelou uma pequena descida, mas mesmo assim mais 5 milhões e 500 mil pessoas ficaram doentes com Covid-19. A organização mundial de saúde realizou esta tarde uma sessão de perguntas e respostas abertas a todos e que contou com participantes de dezenas de países.

Mike Ryan, diretor executivo da organização avisou que "a situação ainda é muito volátil e é difícil prever a evolução. Em muitos estados a pandemia continua a pôr os serviços de saúde sob grande pressão. Este vírus se ganha velocidade e encontra formas de se transmitir não dá tréguas e por isso temos mesmo de reduzir as transmissões. Gostávamos de vos dizer que vamos resolver isto com as vacinas, mas isso não vai acontecer. Não, enquanto, as vacinas não chegarem a todos, e por isso neste momento, restam-nos as medidas tradicionais ".

Maria Van Kerkhove, que lidera a resposta de emergência à Covid-19 admitiu estar frustrada por mais de um ano depois se continuar a ter de explicar que as três medidas de proteção se mantêm válidas. "Podem sentir alguma frustração na nossa voz. Frustração porque todos sabemos que há medidas que podemos tomar para manter as pessoas a salvo mas 17 meses depois é difícil continuar a cumpri-las."

A epidemiologista norte americana reforça a mensagem de que ainda não estamos a salvo, "isto ainda não acabou. Sei que há países que têm a sorte de ter muitas vacinas mas infelizmente são uma minoria. A realidade do mundo não é essa. Esta distribuição desigual está a atrasar o fim da pandemia e por isso temos de continuar a recorrer ao distanciamento social, às máscaras, à higiene das mãos, à boa ventilação dos locais e a continuar em casa quando não nos sentimos bem."

Maria Van Verkhove admitiu que os especialistas começam a parecer um disco riscado sempre a dizerem o mesmo. Ela prometeu não vai desistir porque as pessoas têm o poder de travar a doença e têm de o fazer. Já Mike Ryan lembrou palavras, várias vezes, repetidas pela colega "nós podemos estar fartos do vírus, mas ele não está farto de nós."

Os dois especialistas da organização mundial de saúde realçaram ainda a importância dos países continuarem a preparar os serviços de saúde para enfrentarem novas situações. Maria Van Kerkhove reforçou a ideia de que neste momento não há períodos de descanso, os países e governos que estão relativamente calmos têm de manter-se em estado de prontidão.

LEIA AQUI TUDO SOBRE A COVID-19

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de