OMS espera continuar a colaborar com Estados Unidos

Donald Trump anunciou que os Estados Unidos vão deixar de financiar a OMS.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) espera continuar a contar com a colaboração dos Estados Unidos, apesar de o presidente norte-americano, Donald Trump, ter anunciado o fim da relação do país com esta agência das Nações Unidas.

"A colaboração e generosidade do Governo dos Estados Unidos e do seu povo para o objetivo da saúde global durante muitas décadas foram enormes e fizeram uma grande diferença na saúde pública em todo o mundo. É desejo da OMS que esta colaboração continue", afirmou hoje o diretor da OMS, Tedros Ghebreyesus, na conferência de imprensa de acompanhamento da pandemia da Covid-19.

Na sexta-feira, Trump afirmou aos jornalistas que os Estados Unidos iriam deixar de financiar a OMS e iriam "redirecionar os fundos para outras necessidades urgentes e globais de saúde pública que possam surgir".

Esta segunda-feira, Tedros Ghebreyesus salientou que antes da posição de Trump, "o mundo tinha beneficiado da forte colaboração com o Governo e o povo dos Estados Unidos".

Questionado sobre qual o procedimento para um país se desvincular da OMS, escusou-se a fazer mais comentários, acrescentando apenas que a OMS soube da intenção dos Estados Unidos pela comunicação social.

Donald Trump alega que a OMS não soube responder de forma eficaz ao seu apelo para introduzir alterações no seu modelo de financiamento, depois de já ter ameaçado cortar o financiamento norte-americano a esta organização das Nações Unidas.

No início deste mês, o Presidente norte-americano tinha feito um ultimato à OMS, ameaçando cortar a ligação à organização se não fossem feitas reformas profundas na sua estrutura e no seu 'modus operandi'.

Nessa altura, Trump suspendeu temporariamente o financiamento à OMS, no valor que está estimado em cerca de 400 milhões de euros anuais, o que corresponde a 15% do orçamento da organização.

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