OMS ordena retirada de 49 colaboradores envolvidos na contenção do ébola

No terreno ficou apenas o pessoal considerado essencial para dar apoio à população afetada pelo vírus, depois de na segunda-feira se ter registado a escalada da violência.

A Organização Mundial de Saúde ordenou a retirada de 49 dos 120 funcionários que trabalham na contenção da epidemia do ébola, na cidade de Beni, na República Democrática do Congo.

A OMS alega que houve um agravamento das condições de segurança na cidade de Beni, onde na segunda-feira foram mortas duas pessoas. Também na segunda-feira foram incendiados vários edifícios, entre os quais instalações da ONU.

O porta-voz da OMS também adianta que no terreno ficou apenas o pessoal considerado essencial para dar apoio à população afetada pelo vírus.

O presidente do Parlamento do Congo já tinha dito na segunda-feira que a missão da ONU não poderia "permanecer interminável", numa altura em que a população de Beni acusava as instituições de inação perante os massacres de civis.

"Há um mal-estar entre a presença, o custo da MONUSCO na República Democrática do Congo [RDCongo], e os resultados obtidos", referiu Jeanine Mabunda, em declarações à agência France-Presse, que considerou ser "legítimo que as populações questionem porque é que esta força persiste na RDCongo".

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