Onda de calor na Europa mostra necessidade de ação climática, defendem EUA

"Os terríveis alertas são motivados pelas condições climáticas que estamos a enfrentar atualmente", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

O governo norte-americano destacou esta terça-feira que os novos máximos de temperatura registados na Europa demonstram a necessidade de ação climática, comprometendo-se a "fazer a sua parte" apesar das contrariedades a nível legislativo e judicial nos Estados Unidos.

"Os terríveis alertas são motivados pelas condições climáticas que estamos a enfrentar atualmente", referiu o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, num dia em que o Reino Unido registou 40 graus centígrados pela primeira vez.

Em declarações aos jornalistas, Ned Price garantiu que os norte-americanos estão "comprometidos em aproveitar este momento e fazer todo o possível, inclusive no cenário mundial, para garantir que esta década decisiva não passa sem que sejam tomadas as medidas adequadas".

"Somos plenamente capazes de alcançar os objetivos que nos foram estabelecidos", salientou.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, deve falar sobre mudanças climáticas esta quarta-feira, durante uma visita a Massachusetts, logo após o senador democrata Joe Manchin ter dito que não aprovaria um projeto de lei sobre o clima, presumivelmente condenando-o ao fracasso.

Depois de derrotar Donald Trump, cético sobre alterações climáticas, nas eleições presidenciais de 2020, Biden estabeleceu novas ambições nesta área para os Estados Unidos, a maior economia do mundo e o segundo maior emissor de gases de efeito estufa.

Os Estados Unidos disseram que reduzirão as suas emissões de gases de efeito estufa em 50% a 52% até 2030, em comparação com 2005.

O enviado da Casa Branca para as alterações climáticas, John Kerry, referiu à AFP que o seu país está determinado a cumprir as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa, apesar de uma recente decisão desfavorável do Supremo Tribunal.

"Estamos determinados a atingir os nossos objetivos. Podemos atingi-los", declarou em 2 de julho, um dia depois do muito conservador Supremo Tribunal ter decidido limitar fortemente o poder do Estado federal na luta contra o aquecimento global.

Os cientistas garantem que já faltam poucos anos para se conseguirem evitar a subida do aquecimento para níveis tais cujas consequências anunciam dramáticas.

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