ONG denunciam abusos e tratamento desumano no sistema de imigração no Canadá

A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch apelam às autoridades canadianas para que ponham termo ao "tratamento desumano das pessoas no sistema de imigração e de proteção de refugiados".

A Human Rights Watch e a Amnistia Internacional denunciaram esta quinta-feira abusos na detenção de milhares de pessoas em casos relacionados com a imigração no Canadá, incluindo pessoas com deficiência.

"O sistema abusivo de detenção por imigração do Canadá contrasta fortemente com a rica diversidade e os valores de igualdade e justiça pelos quais o Canadá é conhecido globalmente", afirmou a secretária-geral da Amnistia Internacional do Canadá, Ketty Nivyabandi.

"A Amnistia Internacional e a Human Rights Watch apelam às autoridades canadianas para que ponham termo ao tratamento desumano das pessoas no sistema de imigração e de proteção de refugiados, pondo gradualmente termo à detenção por imigração no Canadá", acrescentou.

O relatório conjunto das duas organizações não-governamentais (ONG) foi divulgado a três dias de ser assinalado o Dia Mundial do Refugiado, a 20 de junho, destacaram em comunicado.

O documento, de 100 páginas, documenta como as pessoas em detenção pelo sistema de imigração, incluindo as que fogem de perseguições e procuram proteção no Canadá, "são regularmente algemadas e mantidas com pouco ou nenhum contacto com o mundo exterior", pode ler-se na mesma nota.

As ONG salientaram que nestes casos "podem ser detidos durante meses ou anos", sendo que "muitos são mantidos em prisões provinciais com população prisional regular e são frequentemente sujeitos a confinamento solitário" e que "aqueles com deficiências psicossociais - ou problemas de saúde mental - são vítimas de discriminação ao longo de todo o processo".

A investigação incluiu 90 entrevistas a ex-detidos (e familiares) no sistema de imigração, peritos em saúde mental, académicos, advogados, representantes da sociedade civil e funcionários governamentais.

Os investigadores também analisaram relatórios relevantes e documentos da ONU, bem como documentos governamentais não publicados.

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