ONU admite cenário de criação de campos de refugiados na Europa

O coordenador do Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas explica que a criação de grandes campos de refugiados na Europa depende "de como é que os números evoluem". No programa da TSF "Conselho de Guerra", Pedro Matos afirma que a ajuda financeira não está a ser suficiente e adianta que o Programa Alimentar Mundial está a trabalhar numa operação para acudir os refugiados ucranianos.

Vinte dias depois do início da guerra na Ucrânia, os países vizinhos ainda estão a conseguir acolher refugiados ucranianos, mas eles não param de chegar, sendo que, por exemplo, a Polónia já está no limite. Pedro Matos, coordenador do Programa Alimentar Mundial da Organização das Nações Unidas admite, em declarações ao programa da TSF "Conselho de Guerra", um cenário de rutura.

"Se não alojamos as pessoas nas casas, os hotéis e nas infraestruturas que existem, será que estamos dispostos a criar grandes campos de refugiados como vemos na televisão, zona abertas, com tendas, aqui no meio da Europa? ", questiona.

Relativamente à possibilidade de criação de grandes campos de refugiados na Europa, Pedro Matos refere que "vai depender de como é que os números evoluem".

Perante uma crise humanitária desta dimensão, o coordenador do Programa Alimentar Mundial afirma que a ajuda financeira dos países está longe do que é necessário.

"O nosso pedido são cerca de 580 milhões de dólares para respondermos a esta crise de refugiados, cerca de três milhões de pessoas entre refugiados e população na Ucrânia. Temos cerca de 100 milhões que angariámos, que ainda não chega. Isto junta-se ao facto de em muitos sítios do leste da Ucrânia, mesmo tendo os fundos e comida, não conseguimos fazer essa comida entrar numa série de cidades", explica.

O Programa Alimentar Mundial está a montar de raiz uma operação para acudir os refugiados ucranianos.

"Temos neste momento já 20 mil toneladas de comida, à volta de mil camiões a caminho da região. Como a Ucrânia e a Rússia são grandes produtores de cereais, estamos a tentar que a solução venha de dentro da Ucrânia. Não só estamos a trazer comida de fora, como estamos a tentar comprar a comida que está nessas reservas na Ucrânia para distribuir à população dessas cidades", acrescenta.

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