ONU apela a doações urgentes para o Líbano e pede investigação independente

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu uma investigação independente às explosões, insistindo que "os pedidos de responsabilização das vítimas devem ser ouvidos".

Agências da ONU lançaram esta sexta-feira um apelo urgente à solidariedade internacional para com o Líbano, cuja capital foi devastada na terça-feira por duas explosões, causando 154 mortos e milhares de feridos.

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos pediu, por seu turno, uma investigação independente às explosões, insistindo que "os pedidos de responsabilização das vítimas devem ser ouvidos".

O porta-voz do Alto Comissariado, Rupert Colville, referiu a necessidade de a comunidade internacional ajudar o Líbano com uma resposta rápida e um compromisso sustentado.

As doações pedidas pelas agências irão juntar-se aos nove milhões de dólares (7,6 milhões de euros) já desbloqueados de fundos humanitários da ONU.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) pediu 15 milhões de dólares (12,6 milhões de euros) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) indicou pretender obter 8,25 milhões de dólares (6,98 milhões de euros) numa conferência de imprensa 'online', que juntou o Programa Alimentar Mundial (PAM) e os Altos Comissariados para os Direitos Humanos e para os Refugiados.

Apontando a situação já precária do país, que enfrenta uma séria crise económica, os responsáveis sublinharam a urgência de intervir nos setores da saúde e alimentar. Silos de cereais e hospitais foram destruídos na terça-feira.

"As necessidades são enormes e imediatas", disse Marixie Mercado, porta-voz da UNICEF, evocando "até 100.000 crianças deslocadas", segundo estimativas, escolas danificadas e "milhares" de equipamentos de proteção contra o novo coronavírus destruídos.

A OMS expressou preocupação com a escassez dos medicamentos e a sobrelotação dos hospitais, adiantando que os fundos pedidos permitiriam dar resposta também ao combate à pandemia de covid-19.

"Três hospitais já não funcionam, dois ficaram parcialmente danificados", assim como centros de saúde, lembrou Christian Lindmeier, porta-voz da OMS.

Cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio que estavam armazenadas no porto de Beirute estarão na origem das explosões, que levaram à declaração da capital como "zona de desastre". Desde quarta-feira e durante duas semanas a cidade está sob estado de emergência.

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