ONU assinala morte de 4 milhões devido à Covid-19 e faz apelo para plano mundial de vacinação

Guterres avisa que, depois de quatro milhões de mortos, "um número trágico que supera o número de habitantes de um em cada três países do planeta", ainda "há muito para fazer para erradicar a pandemia".

O secretário-geral da ONU, António Guterres, assinalou as quatro milhões de mortes no mundo causadas pela pandemia de Covid-19 com um apelo para a criação de uma 'task force' internacional que coordene um plano mundial de vacinação.

Esta declaração surge pouco depois do diretor geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus ter anunciado que o número de mortos devido à pandemia da Covid-19 ultrapassou, na quarta-feira, a barreira dos quatro milhões, um número que o responsável disse ser "certamente uma estimativa inferior ao número real".

Numa declaração enviada às redações, Guterres avisa que, depois de quatro milhões de mortos, "um número trágico que supera o número de habitantes de um em cada três países do planeta", ainda "há muito para fazer para erradicar a pandemia".

Com a "sombria marca da pandemia de Covid-19", o secretário-geral da ONU reitera a importância de um plano mundial de vacinação que "no mínimo, duplique a produção de vacinas e garanta uma distribuição equitativa" em todo o mundo.

O antigo primeiro-ministro português, à frente de uma organização de 193 Estados-membros, defende a criação de uma 'task-force' de emergência integrada por todos os países produtores de vacinas ou com capacidades para produção, em conjunto com a Organização Mundial de Saúde (OMS), aliança Gavi e apoiados pela plataforma Covax.

O secretário-geral convida também "instituições financeiras internacionais que podem enfrentar as empresas e fabricantes farmacêuticos e outras partes interessadas importantes".

A proposta salienta que o plano mundial de vacinação deve ser capaz de "coordenar a sua execução e financiamento", assim como reforçar "a disposição e capacidade dos países para implementar programas de imunização" e, ao mesmo tempo, abordar "o grave problema da relutância em tomar a vacina".

"Muitos de nós sofremos perdas dolorosas", lamentou o secretário-geral da ONU.

"Ficámos de luto pelos pais e mães que nos aconselhavam, filhos e filhas que nos inspiravam, avós e avós que nos transmitiam o seu saber, colegas e amigos que nos alegravam a vida", lê-se na declaração.

António Guterres declara ainda que "as vacinas são um raio de esperança, mas a maior parte do mundo permanece no escuro".

A 'task force' e o plano mundial de vacinação tornam-se mais importantes dada a extensão e o perigo da pandemia, declarada pela OMS há mais de um ano. "Quanto mais se prolonga", avisa o secretário-geral, "mais variantes veremos".

"Variantes que serão mais contagiosas, mortais e com maior probabilidade de escapar à eficácia das vacinas que temos atualmente", acrescenta Guterres.

O secretário-geral da ONU conclui dizendo que se trata da "maior prova moral dos nossos tempos", que deve ser enfrentada com "o maior esforço de saúde pública mundial da história", para "benefício de todos em todos os cantos do mundo".

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