Os primeiros pormenores do novo acordo para o Brexit

Depois da aprovação por unanimidade no Conselho Europeu, foi o primeiro-ministro irlandês quem revelou mais pormenores.

Donald Tusk, Jean-Claude Juncker, Leo Varadkar e Michel Barnier surgiram em conjunto e com uma expressão em comum: a de alívio. O Conselho Europeu acabara de aprovar o novo acordo para o Brexit - por unanimidade - abrindo assim a porta à saída do Reino Unido da União Europeia.

Sem adiantar demasiados pormenores, coube ao presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, explicar que o ponto-chave para o acordo foi o facto de Boris Johnson ter aceitado a "existência de pontos de controlo alfandegários nas entradas da Irlanda do Norte".

Tusk deixou um apelo aos órgãos de decisão europeus para que o acordo possa entrar em vigor a 1 de novembro.

O pormenor seguinte veio do presidente da Comissão Europeia. Juncker explicou que o documento prevê um período de transição até ao "final de 2020".

A explicação mais detalhada (até ao momento) coube ao primeiro-ministro irlandês, Leo Varadkar. A solução encontrada para o novo acordo é "diferente do backstop" e pode tornar-se permanente "com o consentimento da Irlanda do Norte". O período de transição, esse, "pode ser estendido até ao final de 2022".

Na dimensão económica, Varadkar explicou que "vai existir um alinhamento em termos de regulação quanto a mercadorias na ilha britânica ou na Irlanda, com controlos nos portos". Além disso, a Irlanda do Norte "vai permanecer no território alfandegário do Reino Unido", sendo que "beneficia de quaisquer novos acordos comerciais que o Reino Unido possa assinar".

Por fim, um objetivo conseguido pela Irlanda, que Varadkar saudou: "Não vão ser feitos controlos na fronteira terrestre."

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