Pacientes que receberam alta voltam a testar positivo para coronovírus na China

Ainda não se sabe se o vírus detetado nos pacientes recuperados ainda está ativo, ou seja, se estes podem contagiar outras pessoas.

Cerca de 14% dos pacientes que recuperaram da infeção pelo Covid-19 e receberam alta na província de Guangdong, que faz fronteira com Macau, voltaram a testar positivo para o coronavírus em testes subsequentes, informou hoje a imprensa local.

Segundo o diretor adjunto do Centro de Controlo e Prevenção de Epidemias de Guangdong, Song Tie, ainda não há "conclusões claras" sobre o sucedido nem se sabe se os pacientes podem contagiar outras pessoas.

Song observou que, de acordo com uma avaliação preliminar, os especialistas acreditam que os pacientes ainda estão a recuperar de infeções pulmonares e precisam de recuperar totalmente.

Os critérios mais recentes da Comissão Nacional de Saúde da China estabelecem que um paciente pode ser dado como curado e receber alta do hospital quando as amostras da garganta ou nariz dão negativo em dois testes consecutivos e uma tomografia computadorizada não indica lesões pulmonares, para além da ausência de sintomas óbvios, como febre.

Os critérios prescrevem que os pacientes recuperados devem monitorar a sua saúde e limitar atividades ao ar livre até duas semanas após deixar o hospital, além de serem sujeitos a novos exames nas semanas seguintes.

No entanto, os exames a alguns pacientes que receberam alta deram positivo novamente, explicou Li Yueping, diretor da unidade de terapia intensiva do Hospital do Povo n.º 8, em Cantão, a capital de província.

Treze pacientes que receberam alta daquele hospital deram novamente positivo, embora nenhum tenha voltado a apresentar sintomas, explicou Li.

Citado pelo portal noticioso Caixin, o diretor da Divisão de Doenças Infecciosas do hospital, Cai Weiping, disse que os pacientes testaram positivos em exames às fezes, um método que raramente é usado em outras partes do país.

Alguns hospitais em Guangdong passaram a testar as fezes dos pacientes após uma investigação da Universidade Médica de Cantão ter detetado o vírus em fezes, o que aponta para uma nova via de transmissão.

Cai Weiping indicou que ainda não é claro se o vírus detetado nos pacientes recuperados ainda está ativo.

Song disse que a província colocará os pacientes recuperados sob observação mais restrita.

No total, Guangdong registou 1.347 casos, o segundo número mais alto entre as 27 províncias e regiões autónomas da China continental, mas muito aquém da cifra reportada pela província de Hubei, centro do novo coronavírus.

A província contabilizou sete mortos, no total, incluindo um na cidade de Zhuhai, que faz fronteira com Macau, e que reportou, até à data, 98 casos de infeção pelo novo coronavírus.

Guangdong não reportou qualquer caso novo até à meia-noite de hoje (16:00 de terça-feira em Lisboa).

O número de pacientes em toda a China fixou-se, no total, em 78.064, ao mesmo tempo que o número de mortos ascendeu aos 2.715.

Guangdong é a província chinesa que mais exporta e a primeira a beneficiar das reformas económicas adotadas pelo país no final dos anos 1970. A província integra três das seis Zonas Económicas Especiais da China - Shenzhen, Shantou e Zhuhai -, recebendo milhões de trabalhadores migrantes.

Macau registou 10 casos de infeção com o coronavírus Covid-19, mas sete pessoas receberam já alta hospitalar.

As autoridades enviaram alunos e funcionários públicos para casa e chegaram a determinar o encerramento dos casinos durante 15 dias, que voltaram a abrir portas na quinta-feira.

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