Países islâmicos expressam apoio ao rei da Jordânia

Ministro da Defesa de Israel, por seu lado, considerou que as recentes prisões na Jordânia constituem "um assunto interno" do país vizinho.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão sublinhou este domingo "a importância da paz e da estabilidade" na Jordânia, onde se efetuaram várias detenções, com o ex-príncipe herdeiro, Hamzah bin Husein, a ficar confinado no seu palácio.

"A República Islâmica do Irão opõe-se a qualquer interferência estrangeira, e acredita que todos os assuntos internos dos países devem ser resolvidos dentro da estrutura da lei", disse o porta-voz da diplomacia de Teerão, Said Jatibzadeh, que alertou, em comunicado, para que qualquer instabilidade interna ou tensão, na região da Ásia Ocidental, "beneficia o regime sionista [de Israel]."

"O traço desse regime pode ser sempre encontrado em qualquer perturbação nos países islâmicos", acrescentou Jatibzadeh, sublinhando as relações de amizade entre Teerão e Amã, a capital da Jordânia.

O ministro da Defesa de Israel, Beny Gantz, por seu lado, considerou que as recentes prisões na Jordânia constituem "um assunto interno" do país vizinho.

Naquela que é a primeira reação de Israel aos acontecimentos em Amã, Gantz afirmou: "Este é um assunto interno da Jordânia".

O ministro falava numa conferência de imprensa, na qual destacou que o reino hachemita é "um aliado estratégico" com o qual Israel mantém "relações pacíficas".

O responsável pela defesa de Israel espera que a Jordânia permaneça "forte e próspera", apontando este país como a chave para a segurança regional.

Beny Gantz disse que Israel deve fazer "tudo o que for necessário para manter uma aliança que dura" há cerca de três décadas, quando os dois países assinaram um acordo de paz, e as relações diplomáticas foram estabelecidas.

As autoridades jordanas efetuaram este domingo diversas detenções por alegadas "razões de segurança". Entre os detidos está um membro da casa real e um ex-conselheiro do rei Abdullah II.

O meio-irmão do monarca e ex-príncipe herdeiro, Hamzah bin Husein, disse, num vídeo publicado pela televisão britânica BBC, que não tem permissão para deixar o seu palácio ou comunicar com o exterior, e que lhe foi cortado o acesso telefónico e à rede de internet.

O rei de Marrocos expressou, num telefonema ao rei Abdullah II da Jordânia, a sua "total solidariedade" e "apoio" às decisões tomadas pelo monarca para garantir a segurança do país.

"Esta conversa por telefone foi uma oportunidade para o rei Mohamed VI se certificar da situação com base nos dados que o soberano da Jordânia partilhou com ele", lê-se num comunicado divulgado pela Casa Real aluíta.

Horas antes desta declaração, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Marrocos publicou outra mensagem em que expressa o firme apoio às decisões do monarca jordano.

Este apoio junta-se ao de outras monarquias do Golfo e de Estados do Médio Oriente, como a Turquia. O Governo de Ancara também expressou o seu "apoio enérgico" ao rei da Jordânia, Abdullah II.

"Acompanhamos com preocupação os acontecimentos em torno da prisão de várias pessoas na Jordânia, porque representam uma ameaça à estabilidade do país. Consideramos que a paz e a estabilidade da Jordânia, um país chave para a paz no Médio Oriente, não pode ser separado da paz e estabilidade da Turquia", escreveu o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Ancara, em comunicado.

As Forças Armadas da Jordânia pediram ao ex-príncipe herdeiro, no sábado, que "parasse as suas atividades contra a segurança e estabilidade da Jordânia", esclarecendo que não foi detido.

Bassem Awadallah, ex-chefe da casa real e o ex-ministro das Finanças, e Sharif Hasan bin Zaid, membro da família real, estão entre os detidos.

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