Palestina avisa que cessar-fogo é insuficiente e mundo tem de discutir Jerusalém

Israel vê toda a cidade de Jerusalém como capital do país, mas os palestinianos defendem Jerusalém oriental como a sua capital. A questão está no centro do conflito israelo-palestiniano e desencadeou a escalada de violência registada.

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Palestina defendeu que o cessar-fogo "não é de todo suficiente" e que o mundo tem de discutir o futuro de Jerusalém para se alcançar um Estado palestiniano independente.

Riad al-Malki disse na quinta-feira aos jornalistas, à margem de uma reunião de emergência da Assembleia Geral da ONU sobre o conflito entre Israel e o Hamas que, embora um cessar-fogo seja bom, não aborda "a questão central" que deu início à violência.

Na guerra do Médio Oriente de 1967, Israel anexou Jerusalém Oriental, juntamente com a Cisjordânia e Gaza - territórios que os palestinianos querem para constituir o seu futuro Estado. A anexação não foi reconhecida internacionalmente.

Israel vê toda a cidade de Jerusalém como a sua capital. Os palestinianos defendem Jerusalém oriental - que inclui importantes locais sagrados para judeus, cristãos e muçulmanos - como a sua capital, algo que está no centro do conflito israelo-palestiniano e desencadeou a escalada de violência no passado.

O cessar-fogo anunciado por Israel e pelo Hamas, que entrou oficialmente em vigor às 0h00 de Lisboa, foi amplamente saudado pela comunidade internacional, com o secretário-geral da ONU a apelar a "um diálogo sério sobre as raízes do conflito".

"Saúdo o cessar-fogo entre Gaza e Israel depois de 11 dias de hostilidades mortais", disse o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), o português António Guterres, em conferência de imprensa.

O responsável máximo das Nações Unidas também pediu respeito pela trégua alcançada e lamentou as vítimas da guerra de décadas, que reacendeu há 11 dias.

Guterres sublinhou que "os líderes israelitas e palestinianos têm a responsabilidade" pelas mortes registadas durante estes dias nos dois territórios e exortou as duas partes a iniciarem um "diálogo sério para abordar a raiz do conflito".

"Gaza é uma parte integral do futuro Estado palestiniano e não deveriam ser poupados esforços para encontrar uma reconciliação real que coloque um fim à divisão", acrescentou.

O mais recente reacendimento do conflito israelo-palestiniano, que dura há várias décadas, provocou a morte a pelo menos 232 palestinianos em Gaza, entre os quais 64 menores, e 1.620 feridos.

Em Israel, as autoridades contabilizaram a morte de 12 pessoas, entre as quais dois menores, e 340 feridos.

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