Panamá instala chips nas árvores para travar abate ilegal

Através do sistema de chips não reutilizáveis saber-se-á o que aconteceu com a árvore "desde antes do corte até ao país a que vai chegar". E se o destino final for no Panamá, vai saber-se qual foi a indústria de destino.

O Governo do Panamá instalou chips com códigos QR em árvores das florestas da província de Darién, na fronteira com a Colômbia e reserva da biosfera, e no leste do país, para travar o crescente abate ilegal de árvores.

A decisão foi anunciada no quadro de um programa de acompanhamento lançado na segunda-feira.

O novo Sistema de Rastreabilidade e Controlo Florestal acompanha e verifica a legalidade dos produtos florestais durante a sua trajetória, desde o momento anterior ao corte até ao destino final dos troncos.

"O sistema de seguimento é moderno. O Panamá é um dos poucos países da América Latina que o tem. Somos pioneiros nisso", declarou o ministro do Ambiente, Milciades Concepción, enquanto chegavam troncos com o chip incorporado a um posto de segurança na localidade de Chepo, a cerca de 200 quilómetros a capital do país.

O ministro explicou que através do sistema de chips não reutilizáveis conhece-se o que aconteceu com a árvore "desde antes do corte até ao país a que vai chegar". E se o destino final for no Panamá, vai saber-se qual foi a indústria de destino.

Em setembro, o Panamá aprovou uma moratória que suspendeu as autorizações de abate a nível nacional durante um ano.

Uma decisão que resulta de apenas três das dez províncias do país terem boa cobertura florestal, depois de três décadas de desflorestação, que acabaram com pelo menos metade das florestas.

Este desastre ambiental foi atribuído pelo ministro à fraca execução das normas ambientais e à corrupção dos anteriores governos.

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