Papa aceita renúncia de Bispo da Nova Zelândia após relação sexual "inaceitável"

O afastamento é significativo, uma vez que há muito a igreja católica considera as relações sexuais entre clérigos e mulheres, pecaminosas e inapropriadas, mas não criminosas ou necessariamente dignas de sanção permanente.

O Papa Francisco aceitou esta quinta-feira a resignação de um bispo da Nova Zelândia, perante o que responsáveis da igreja classificaram como conduta sexual "completamente inaceitável" com uma jovem.

O bispo de Palmerston North, Charles Drennan, 59 anos, pediu a resignação na sequência de uma investigação independente à queixa de uma mulher, de acordo com uma declaração do cardeal John Dew, líder da igreja na Nova Zelândia.

O Vaticano disse esta sexta-feira que o Papa aceitou a resignação.

O afastamento é significativo, uma vez que há muito a igreja católica considera as relações sexuais entre clérigos e mulheres, pecaminosas e inapropriadas, mas não criminosas ou necessariamente dignas de sanção permanente.

No entanto, o movimento MeToo e o escândalo com o ex-cardeal Theodore McCarrick, um americano excomungado por Francisco por má conduta sexual, obrigou a uma reavaliação sobre o desequilíbrio de poder nas relações entre clérigos e adultos leigos, freiras e seminaristas, e mesmo quando essas relações possam ser consensuais.

Aos 59 anos, Drennan está bastante abaixo dos 75 anos da idade de reforma dos bispos. Ordenado padre em 1996, trabalhou durante sete anos na Secretaria de Estado do Vaticano, antes de ser nomeado bispo em 2011. Tornou-se responsável pela diocese de Palmerston North um ano mais tarde.

Mais recentemente, foi eleito secretário da conferência de bispos da Nova Zelândia e foi delegado ao um encontro mundial de bispos sobre a família, em 2015.

Dew disse que a mulher fez a queixa e o corpo de investigação da igreja da Nova Zelândia contratou um investigador externo para avaliar o caso.

Tanto Drennan como a mulher participaram na investigação.

Não foram divulgados detalhes da relação. A mulher pediu para a informação relativa à queixa permanecer privada, afirmou Dew.

O responsável acrescentou, porém: "Aos olhos da Igreja, o comportamento do bispo Drennan´s foi completamente inaceitável".

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