Papa Francisco expressa a Zelensky "profunda dor" com a guerra na Ucrânia

Líder ucraniano agradeceu a mensagem e garantiu que o povo do país "sente o apoio espiritual de Sua Santidade".

O Papa Francisco expressou este sábado, por telefone, ao Presidente ucraniano a sua "profunda dor" pela guerra no país desencadeada pela invasão da Rússia.

"Hoje o Papa Francisco teve uma conversa telefónica com o Presidente Volodymyr Zelensky. O Santo Padre expressou a sua mais profunda tristeza pelos trágicos acontecimentos que estão a ocorrer no nosso país", informou a embaixada da Ucrânia junto à Santa Sé nas redes sociais.

Zelensky, por sua vez, numa mensagem publicada nas redes sociais agradeceu ao Papa "por rezar pela paz na Ucrânia e pelo cessar-fogo", afirmando ainda que "o povo ucraniano sente o apoio espiritual de Sua Santidade".

Na sexta-feira, o Papa foi à embaixada da Rússia na Santa Sé para se encontrar com o embaixador, Alexander Avdeev, e expressar a sua preocupação pelo ataque da Rússia à Ucrânia.

Momentos depois teve uma conversa telefónica com o chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana, Sviatoslav Shevchuk, a quem garantiu que fará "tudo o que puder".

Francisco pediu hoje paz para que o mundo esteja protegido da "loucura da guerra", tendo publicado uma mensagem nas redes sociais em vários idiomas, incluindo o russo e o ucraniano.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 150.000 deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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