Papa visita Chipre e Grécia preocupado com "imenso cemitério" do Mediterrâneo

O papa Francisco inicia esta quinta-feira uma viagem ao Chipre e à Grécia, sem perder de vista os migrantes na ilha de Lesbos. O pontífice tem-se mostrado preocupado com as mortes de migrantes no Mediterrâneo.

O papa começa esta quinta-feira uma viagem de cinco dias ao Chipre e à Grécia. O mais alto representante da igreja católica leva de novo a mensagem de preocupação com os migrantes.

Devido ao agravamento da pandemia, não seria este o melhor momento para o papa sair de Roma e visitar o Chipre e a Grécia durante seis dias, mas não olha para trás Jorge Bergoglio, que pretende alargar o diálogo ecuménico com os ortodoxos, e, sobretudo, ver com os próprios olhos o drama dos refugiados que todos os dias se aventuram pelo Mediterrâneo.

Francisco quer ainda mais regressar a Lesbos, onde, em 2016, "perdeu o coração" por uma "Humanidade ferida na carne", de tantos imigrantes em busca de esperança, como dizia na quarta-feira, no final da audiência pública, no auditório Paulo VI, no Vaticano.

Não será por elitismo que o papa quererá fazer, nestes países ricos em História, espiritualidade e civilização. Francisco sabe que no Chipre não há mais de 1% de católicos, e, na Grécia, não passam de 4%.

Incomoda o papa latino-americano, isso sim, que o Mediterrâneo se tenha transformado num "imenso cemitério" e não haja espaço para o raiar de um arco-íris de bonança.

Nesta viagem ao Chipre e à Grécia, dois países de religião ortodoxa, o papa Francisco não vai deixar também de falar da relação entre as duas religiões. Francisco tem encontros marcados com líderes políticos e religiosos, e, durante cinco dias, vai fazer 12 discursos.

* Atualizado às 08h55

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