Papa pede "soluções comuns, concretas e duradouras" para evitar "sofrimento" dos migrantes

Há neste momento dois barcos à deriva no Mediterrâneo. O papa Francisco deixou um apelo à comunidade internacional e lembrou que "muitos destes homens, mulheres e crianças são vítimas de violência desumana".

Dois barcos estão à deriva no Mediterrâneo, contendo quase 130 migrantes a bordo. Uma das embarcações encontra-se junto a Malta, com 68 pessoas, muitas delas crianças. A organização Alarm Phone, que resgata pessoas em risco nos mares, pede urgência na operação de socorro, salientando que o barco está com problemas de motor.

Os 68 migrantes a bordo estão exaustos, à deriva num mar agitado e com ventos fortes.

Outra embarcação, de borracha, está na zona central do Mediterrâneo. A bordo estão 60 migrantes, num barco em que já começa a entrar água e que pode afundar-se a qualquer momento.

Na habitual oração do Angelus, esta manhã, na praça de São Pedro, o papa Francisco voltou a falar dos migrantes esquecidos no Mediterrâneo, deixando um alerta e um pedido à comunidade internacional: "Manifesto a minha proximidade aos milhares de migrantes, refugiados e outras pessoas que precisam de proteção na Líbia. Nunca vos esqueço, ouço os vosso gritos e rezo por vocês. Muitos destes homens, mulheres e crianças são vítimas de violência desumana. Mais uma vez, peço à comunidade internacional que cumpra a promessa de procurar soluções comuns, concretas e duradouras, para a gestão dos fluxos migratórios na Líbia e em todo o Mediterrâneo. E quanto sofrem os que são mandados de volta! Existem verdadeiros campos de concentração."

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