Parlamento Europeu pede respostas "a uma só voz" perante ameaças externas

Tendo em conta o "agravamento da situação na Bielorrússia", a vice-presidente do Parlamento Europeu reitera que a UE só poderá responder "devidamente" a este tipo de "ameaças se falar a uma só voz".

A vice-presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, defendeu esta segunda-feira que a União Europeia (UE) só poderá responder "devidamente" a "ameaças" externas, como o incidente protagonizado pela Bielorrússia, se "falar a uma só voz".

"Precisamos de ter uma UE a falar a uma só voz no palco mundial, defendendo os nossos interesses estratégicos e os nossos valores", vincou Metsola, que intervinha na Conferência dos Órgãos Especializados em Assuntos da União dos Parlamentos da UE (COSAC), que decorre na Assembleia da República no âmbito da presidência portuguesa do Conselho.

Tendo em conta, aliás, o "agravamento da situação na Bielorrússia", onde um opositor do regime daquele país acabou detido após o desvio de um voo comercial da companhia aérea europeia Ryanair que seguia de Atenas (Grécia) para Vílnius (Lituânia), a UE só poderá responder "devidamente" a este tipo de "ameaças se falar a uma só voz", reiterou.

"A UE tem de reagir à detenção de Roman Protasevich e Sofia Sapega para que cada um se sinta seguro cada vez que embarca num dos nossos aviões e para que os opositores dos regimes possam sentir-se seguros", acrescentou a eurodeputada do grupo Partido Popular Europeu (PPE).

Na sua intervenção, Roberta Metsola destacou ainda o acordo alcançado entre o Parlamento Europeu e o Conselho da UE, atualmente presidido por Portugal, sobre o certificado digital Covid-19 que visa facilitar a circulação dos cidadãos da UE ainda este verão.

A eurodeputada disse estar "certa" de que este 'livre-trânsito', que deverá entrar em vigor em 01 de julho, irá "facilitar a vida" dos cidadãos e "ajudar as economias europeias a recuperarem".

A vice-presidente do Parlamento Europeu apelou ainda à "solidariedade entre os parlamentos" nacionais do bloco europeu, considerando-a "absolutamente fulcral" num momento particularmente desafiante como este, tendo em conta a pandemia de Covid-19.

"Estamos num momento que constitui uma oportunidade para construirmos e para nos comprometermos. Temos ainda mais desafios no que no passado, temos de reagir conjuntamente como nunca o fizemos antes", finalizou.

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