Parque Nacional do Ivindo, no Gabão, classificado Património Mundial da UNESCO

Com quase 300 mil hectares, junta-se ao parque Lopé e é o segundo sítio natural a ser listado no pequeno país, que tem 90% do seu território coberto por floresta.

O Parque Nacional do Ivindo, no norte do Gabão, considerado um templo da biodiversidade, foi esta quarta-feira classificado Património Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO).

O parque nacional, que se estende por quase 300.000 hectares, junta-se ao parque Lopé e é o segundo sítio natural a ser listado no Gabão, um pequeno país da África Central com 90% do seu território coberto por floresta.

"A inscrição pela UNESCO do Parque Nacional do Ivindo na lista do Património Mundial da Humanidade recompensa os esforços do Gabão para proteger as suas florestas, que desempenham um papel fundamental na luta contra o aquecimento global", escreveu o chefe de Estado do Gabão, Ali Bongo Ondimba, no poder desde 2009, na plataforma social Twitter.

"Numa altura em que os efeitos das alterações climáticas são cada vez mais trágicos e numerosos, o Gabão vai aumentar os seus esforços para proteger a humanidade", afirmou o porta-voz da presidência, Jessye Ella Ekogha.

A UNESCO considerou que o parque é "uma paisagem de grande valor estético", sendo atravessado por "uma rede de pitorescos rios de águas negras" e incluindo "rápidos e quedas de água delimitadas por florestas tropicais intactas".

O parque abriga várias espécies endémicas e alguns mamíferos emblemáticos que têm a sua existência ameaçada, como o elefante da floresta, o gorila, o chimpanzé, o leopardo e três espécies diferentes de pangolins.

Durante os últimos anos, as autoridades gabonesas têm desenvolvido uma política para a proteção da floresta tropical da África Central, apelidada de "segundo pulmão da Terra", depois da Amazónia.

O Gabão tem 13 parques nacionais, que cobrem 11% do seu território, e 20 áreas marinhas protegidas.

O Gabão é também lar de quase 60% dos elefantes da floresta em África, recentemente considerados como em perigo crítico de extinção.

Em junho, o país tornou-se no primeiro Estado africano a receber financiamento internacional para continuar os seus esforços contra a desflorestação no território, segundo o Ministério do Ambiente.

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