Regras apertadas para eleger sucessor de May

Os candidatos à sucessão de Theresa May para liderar o partido Conservador vão ter de observar regras mais rigorosas para conseguirem passar à fase final.

O partido Conservador aprovou no passado dia 04 alterações aos regulamentos para a eleição interna do líder com o objetivo de acelerar o processo, iniciado após a demissão de Theresa May na sexta-feira, dia 07.

Cada candidato, que terá necessariamente de ser deputado, precisa do apoio expresso de oito colegas, em vez de apenas dois, para ser elegível.

Determina também que os aspirantes precisam de um mínimo de votos para passar à fase seguinte, senão são imediatamente eliminados.

Estas alterações foram introduzidas devido ao elevado número de concorrentes declarados, 13 até à desistência no dia 04 de James Cleverley e Kit Malthouse devido à baixa probabilidade de sucesso.

O prazo para oficializar a candidatura é esta segunda-feira às 17:00 (mesma hora em Lisboa), e no dia 13 realiza-se a primeira votação entre os 313 membros do grupo parlamentar do partido Conservador.

Uma série de votações, feitas de forma secreta, nos dias 18, 19 e 20 de junho, pretendem eliminar progressivamente os candidatos, que deverão participar em debates televisivos.

As novas regras impõem que os candidatos tenham o voto de pelo menos 5% do grupo, equivalente a 17 deputados para passar à segunda volta, e de 10%, ou 33 votos, para se qualificarem para a terceira volta.

Caso todos atinjam este mínimo, aquele com menos votos será eliminado e assim sucessivamente, até restarem apenas dois nomes.

Os dois finalistas serão sujeitos a um escrutínio mais alargado, aberto a todos os cerca de 160 mil filiados no partido, incluindo encontros em diferentes partes do país com militantes para responderem a perguntas.

Segundo o partido Conservador, o vencedor será anunciado na quarta semana de julho.

Theresa May formalizou sexta-feira a demissão, anunciada em maio, de líder do partido Conservador, mas mantém-se em funções até ser encontrado um sucessor.

Nessa altura, Theresa May apresenta a demissão à rainha, que nomeia com primeiro-ministro o novo líder do partido atualmente no governo.

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