Partido Trabalhista alvo de ataque cibernético. Corbyn diz-se preocupado

Ataque cibernético foi detetado e parado pelo sistema interno, o que terá impedido o acesso a informação.

O líder do Partido Trabalhista britânico, Jeremy Corbyn, considerou esta terça-feira "suspeito e preocupante" o ataque cibernético que visou as plataformas digitais do 'Labour'.

"Foi um ataque cibernético muito grave", revelou hoje, durante um comício eleitoral em Blackpool, no norte de Inglaterra, adiantando que foi repelido pelo sistema interno, que terá impedido o acesso à informação do partido.

Porém, acrescentou: "Se isto é um sinal do que está para vir nestas eleições, faz-me sentir nervoso porque um ataque cibernético contra um partido político durante umas eleições é suspeito e algo que é preocupante".

O principal partido da oposição denunciou hoje ter sido alvo de um "ataque cibernético sofisticado e em larga escala" e informou o Centro Nacional de Cibersegurança britânico.

O partido garantiu que o funcionamento das suas plataformas não foi interrompido, mas lamentaram a desaceleração temporária de "atividades eleitorais não especificadas" devido às medidas de segurança adotadas para responder ao ataque.

Corbyn lembrou um ataque cibernético que afetou o sistema nacional de saúde britânico em 2016 e reivindicou a necessidade de maior proteção contra ataques cibernéticos no Reino Unido.

O Reino Unido vai realizar eleições legislativas a 12 de dezembro, mas ainda não adaptou a legislação à era digital, tendo o ex-presidente da Comissão parlamentar da Cultura, Digital, Comunicação Social e Desporto, Damian Collins, apelado a uma abordagem coordenada do governo para combater a desinformação e proteger o sistema eleitoral.

Um relatório produzido pela Comissão em fevereiro apontou para a potencial interferência da Rússia e a necessidade de regulamentar as redes sociais, em particular a Facebook, na sequência do uso de dados de milhões de utilizadores pela empresa de consultadoria política Cambridge Analytica para traçar o perfil dos eleitores e ajudar a campanha eleitoral do Presidente dos EUA, Donald Trump, em 2016.

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