Passar da defesa ao ataque. A mudança de comando em Wuhan

João Pedrosa decidiu ficar na cidade chinesa que é o epicentro do novo coronavírus. Agora, escreve no site da TSF sobre o estranho dia a dia em Wuhan.

Tudo indica que a alteração dos líderes da linha da frente em Wuhan quer anunciar que a tática passou do plano de defesa para o plano de ataque.

Os chefes do partido da província de Hubei e de Wuhan foram substituídos, na passada quinta-feira, respetivamente pelo perfeito de Xangai e pelo chefe do Partido de Jinan, província de Shandong.

Um dia antes desta mudança foi anunciado um alarmante aumento de casos de pessoas infetadas pelo COVID-19 (designação oficial atribuída pela Organização Mundial de Saúde ao novo vírus Corona). O aumento, só em Wuhan, foi de 13.436 ou seja quase sete vezes mais em relação ao dia anterior e representa quase um terço do casos desde do início da epidemia.

Estará a haver uma abordagem mais proativa no combate ao COVID-19.

Agora a confirmação das infeções passou-se a fazer, pelo aquilo que entendi, através de tomografias, método mais expedito, em vez de análises genéticas que será um método mais moroso. Tal ajudará os pacientes a ter um tratamento mais célere e, consequentemente, a ter possibilidades de recuperação mais rápida.

Também na quinta-feira passada, mostrando que as autoridades centrais estão cada vez no controlo da operação, uma equipa de 2.600 médicos militares, de 3.170 médicos e enfermeiros não militares foi enviada de outras partes do país para a província de Hubei elevando assim para cerca de 21.500 o número no total de médicos.

Graças ao apoio poderoso das autoridades centrais, o rápido aumento das camas em Hubei (quase o dobro em Wuhan) dá ideia da importância da reforma iniciada. Ainda hoje foi anunciado a construção de novos hospitais.

Neste momento crítico, quando a batalha à epidemia em Hubei requer capacidades operacionais eficazes e reativas, a mudança agora efetuada, quererá aumentar a confiança da população, mas acima de tudo melhorar a eficiência na linha de frente.

O bloqueio da cidade continua a manter-se, e só será retirado por ordem do governo central, pois é considerado uma das armas mais importantes no combate que se está a realizar.

Permitam-me deixar aqui a minha sentida homenagem ao Gao Jian. Gao Jian era um excelente colega e amigo - honesto, modesto, prudente e sempre disposto a ajudar os outros.

As minhas condolências à família, e aos amigos mais próximos de Gao Jian.

João Pedrosa, em Wuhan (15 de Fevereiro de 2020)

Outras Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de