Pelo menos 18 pessoas morreram em ataque jihadista em Camarões

Um grupo de homens armados, suspeitos de pertencerem ao grupo fundamentalista islâmico Boko Haram, chegou à comunidade por volta das 21h00 locais.

Pelo menos 18 pessoas foram mortas e 11 ficaram feridas num ataque jihadista realizado no sábado à noite na cidade de Nguetchéwé, no extremo norte de Camarões, anunciou este domingo o Exército e uma fonte local da Efe.

Um grupo de homens armados, suspeitos de pertencerem ao grupo fundamentalista islâmico Boko Haram, chegou à comunidade por volta das 21h00 locais (22h00 em Lisboa), segundo contou este domingo à agência de notícias espanhola Efe um morador de Nguetchéwé, Basir Adamou.

Os homens atacaram os grupos de autodefesa da zona e depois a população civil, deixando 18 pessoas mortas, confirmou uma fonte militar que solicitou o anonimato.

"Após o ataque, os agressores voltaram à zona da fronteira com a Nigéria", disse esta testemunha do ataque, citada pela Efe.

O Boko Haram, que significa "educação não islâmica é pecado", luta para impor um Estado islâmico na Nigéria e pretende transformar a área do Lago Chade - que também inclui territórios do Níger, Chade e norte dos Camarões -- no seu novo bastião.

Uma força multinacional conjunta composta pela Nigéria, o Níger, Camarões e Chade enfraqueceu consideravelmente a insurgência do Boko Haram, embora os 'jihadistas' ainda lancem ataques indiscriminados em áreas sensíveis.

Apesar dos esforços, o Boko Haram ainda realiza ataques e, segundo informações recentes, terá matado, em dezembro passado, 50 pescadores da área.

Segundo a Amnistia Internacional, os radicais islâmicos mataram pelo menos 275 pessoas no extremo norte dos Camarões entre janeiro e novembro do ano passado, 80% das quais eram civis.

Desde 2014, o número de mortos nos Camarões causado por ataques terroristas ascende a mais de 2.000 pessoas.

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