Mais de mil mortos e 1500 feridos em sismo no Afeganistão

As autoridades temem que o número de vítimas continue a aumentar à medida que as equipas de socorro cheguem às zonas remotas.

O número de mortos no sismo que abalou o leste do Afeganistão esta quarta-feira aumentou para mais de mil, de acordo com o mais recente balanço feito pelas autoridades afegãs, precisando que o número de feridos é já superior a 1500.

Uma fonte do Ministério do Interior disse à Reuters que é provável que o número de vítimas aumente à medida que os meios de socorro cheguem às zonas remotas nas montanhas, algo que deverá levar algum tempo.

"Um grave sismo abalou quatro distritos da província de Paktika, matando e ferindo centenas dos nossos compatriotas e destruindo dezenas de casas", escreveu o porta-voz adjunto do governo talibã Bilal Karimi, na rede social Twitter.

"Instamos todas as agências de ajuda humanitária a enviar equipas para a área imediatamente para evitar uma catástrofe", acrescentou.

A ​​​​​​​Bakhtar, citada pela Associated Press, acrescentou que as equipas de socorro estão a chegar ao local de helicóptero.

O diretor da Bakhtar, Abdul Wahid Rayan, escreveu na rede social Twitter que 90 casas ficaram destruídas em Paktika, onde dezenas de pessoas podem estar presas sob os escombros.

Imagens divulgadas mostram vítimas a ser levadas para helicópteros para saírem da zona.

O departamento de meteorologia do Paquistão disse que o sismo registou uma magnitude de 6,1, tendo sido sentido na capital paquistanesa, Islamabad, e em outras zonas da província de Punjab oriental.

A agência sismológica europeia EMSC disse que o terramoto foi sentido ao longo de 500 quilómetros por 119 milhões de pessoas no Afeganistão, no Paquistão e na Índia. No Paquistão, de acordo com a agência France-Presse, uma pessoa morreu na sequência do sismo.

O serviço geológico dos Estados Unidos (USGS) indicou que o sismo, com uma magnitude de 5,9, ocorreu a uma profundidade de dez quilómetros, pelas 04h30 TMG (05h30 em Lisboa), perto da fronteira com o Paquistão.

Entretanto, o Papa Francisco já expressou solidariedade com as vítimas do terremoto e disse esperar que "com a ajuda de todos o sofrimento do querido povo afegão possa ser aliviado".

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