Pelo menos 32 mortos em ataque étnico no Sudão do Sul

Segundo a ONU, 26 pessoas ficaram feridas durante o ataque.

Pelo menos 32 pessoas, entre as quais mulheres e crianças, foram mortas em ataques ocorridos, no domingo, na região de Baidit, Sudão do Sul, marcada por atos de violência étnica.

De acordo com um comunicado das Nações Unidas os ataques tiveram como alvo duas povoações na zona de Baidit, na região oriental de Jonglei, e foram levados a cabo por um grupo de jovens armados que incendiaram casas provocando a fuga da população local.

Os atacantes pertencem a um grupo "étnico" que mantém rivalidades com os habitantes da zona.

Entre os mortos contam-se três crianças que foram afogadas num rio na altura em que tentavam a fuga, refere a Missão das Nações Unidas no Sudão do Sul (Unmiss) no mesmo documento.

Segundo a ONU outras 26 pessoas ficaram feridas, incluindo mulheres e crianças, e vários moradores da região continuam desaparecidos.

"A Unmiss condena firmemente todos os ataques contra civis e exorta os grupos e as pessoas envolvidas a tomarem medidas imediatas para que seja evitado o agravamento da situação", refere o comunicado acrescentando que as autoridades devem investigar de imediato os factos ocorridos domingo.

A missão de manutenção de paz encontra-se no país depois de ter sido criada em 2011, na altura em que o Sudão do Sul se tornou independente do Sudão.

O mandato era inicialmente válido para apenas um ano mas a missão mantém-se no país.

Entre janeiro e agosto de 2020 mais de 700 pessoas foram assassinadas, violadas ou raptadas na região de Jonglei por milícias armadas.

O país enfrenta uma situação de profunda instabilidade sendo que o governo de união nacional não conseguiu restringir a violência que se mantém após o fim da guerra civil.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o vice-presidente Riek Machar, inimigos históricos, formaram um governo em fevereiro de 2020, após vários anos de combates que fizeram mais de 400 mil mortos.

Os vários dispositivos políticos que constam dos acordos de 2018 continuam por aplicar.

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