Pelo menos 60 celebridades acusadas de incitamento à violência em Myanmar

As celebridades são acusadas de tentarem desestabilizar o país através de mensagens em redes sociais a instar os funcionários públicos a não irem trabalhar e de publicarem propaganda a favor do grupo de parlamentares eleitos que se autodenominam "Governo legítimo".

Pelo menos 60 celebridades foram acusadas pelas autoridades birmanesas do crime de incitamento à violência por apoiarem publicamente os protestos contra o golpe de estado militar em Myanmar (antiga Birmânia) a 1 de fevereiro.

A emissora pública MRTV, agora controlada pelos militares, publicou no domingo à noite mandados de captura para 20 artistas, incluindo atores e cantores, acusados de publicar mensagens de apoio ao movimento de desobediência civil, juntando-se a 40 celebridades acusadas nos dias anteriores.

Os militares acusaram as celebridades de tentarem desestabilizar o país através de mensagens em redes sociais a instar os funcionários públicos a não irem trabalhar e de publicarem propaganda a favor do grupo de parlamentares eleitos que se autodenominam "Governo legítimo", mas classificado de "ilegal" pela junta militar.

De acordo com a Associação de Assistência aos Presos Políticos (AAPP) em Myanmar, 564 pessoas morreram desde a revolta militar, sete das quais este domingo, embora a organização tenha alertado que o número de baixas é na realidade mais elevado devido a problemas na recolha e verificação de dados.

As autoridades detiveram mais de 2667 pessoas, das quais mais de 2200 permanecem detidas, incluindo a chefe do Governo deposto Suu Kyi, indicou a AAPP.

O Exército executou o golpe, alegando uma suposta fraude eleitoral nas eleições de novembro, nas quais o partido de Suu Kyi conquistou a maioria absoluta, tal como o tinha feito em 2015, numas eleições consideradas legítimas pelos observadores internacionais.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de