Piloto americano acusado de mentir ao regulador sobre Boeing 737 Max

Mark Forkner esteve envolvido nos testes do avião que em menos de seis meses se despenhou duas vezes. O piloto pode ser condenado a uma pena até 100 anos de prisão.

O piloto da Boeing foi esta sexta-feira acusado de ter mentido à administração federal de aviação.

Ele participou nos testes do Boeing 737 Max que em 2018 e 2019 esteve envolvido em dois acidentes, um na indonésia e o outro na Etiópia.

Segundo o jornal britânico The Guardian, Mark Forkner, de 49 anos, é acusado de ter dado informações falsas e incompletas sobre o sistema de aumento de características de manobra (conhecido pelas iniciais inglesas - MCAS) apontado como uma das causas dos acidentes que mataram 346 pessoas.

O novo sistema automático foi instalado no Max 737, com o objetivo de corrigir a posição do nariz do avião, mas por causa da atuação do piloto esta inovação não apareceu nos manuais de treino para os pilotos que foi fornecido às companhias aéreas.

Logo após os acidentes diversos pilotos, citados pelo New York Times, mostraram preocupação com o facto não terem sido devidamente informados sobre o novo sistema do Boeing 737 Max e de como responderem a emergências semelhantes às enfrentadas pelas tripulações da Lion Air e da Ethiopian Airlines.

Grande parte deles desconhecia a existência do sistema até ao primeiro acidente.

Investigadores americanos acreditam que Forkner e a Boeing minimizaram a questão do sistema para evitarem que fosse exigido aos pilotos um novo treino que é longo e caro.

Mark Forkner deve comparecer esta tarde num tribunal de Fort Worth, no Texas, para conhecer as acusações de que é alvo. São duas acusações de fraude envolvendo peças de aeronaves e quatro de fraude eletrónica.

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