Pilotos britânicos pedem ação "urgente" face aos prejuízos na aviação

A Associação Britânica de Pilotos de Companhias Aéreas realçou que a indústria da aviação do Reino Unido foi "a mais afetada" na Europa pelas restrições impostas aos voos internacionais.

Os pilotos britânicos pediram hoje ao Governo de Boris Johnson que aprove medidas "urgentes" para apoiar o setor da aviação face ao impacto "devastador" causado pela pandemia de covid-19 nas companhias aéreas e nos aeroportos.

Num comunicado, a Associação Britânica de Pilotos de Companhias Aéreas (Balpa) realçou que a indústria da aviação do Reino Unido foi "a mais afetada" na Europa pelas restrições impostas aos voos internacionais.

Numa análise aos dados do tráfego aéreo de 1 a 15 deste mês, a Balpa adiantou que o número de voos que entram e saem do Reino Unido caiu 75% face aos dados referentes ao mesmo período de 2019.

A associação destacou que os aeroportos britânicos de Gatwick (Londres) e de Manchester foram os mais afetados de toda a Europa pelas medidas de contenção impostas para o combate à propagação do novo coronavírus, seguidos, de perto, pelos de Heathrow e de Stansted, ambos também na capital britânica.

Balpa também indicou que foram perdidos cerca de 860.000 empregos na indústria de viagens de aviação e turismo.

"É oficial. A indústria de aviação do Reino Unido é a mais atingida na Europa por causa das ridículas restrições preventivas às viagens internacionais impostas pelo Governo britânico. [O Governo] dá a sensação de atacar deliberadamente a aviação e atormentar os cidadãos com as mensagens confusas sobre as férias de verão", lamentou o secretário-geral do sindicato, Brian Strutton.

"A Balpa exige que o Governo britânico reaja e que reabra as rotas com os Estados Unidos e com os destinos de férias europeus que bloquearam sem que haja qualquer evidência divulgada a esse respeito", acrescentou Strutton, que destacou a importância de ter para a economia nacional uma "indústria próspera na aviação".

Hoje, em declarações à BBC, o ministro da Justiça britânico, Robert Buckland, disse que, face ao aumento de algumas variantes do covid-19, como a Delta, "não haverá férias ou viagens normais" neste verão no Reino Unido.

No entanto, sem divulgar dados específicos, Buckland admitiu que o executivo de Londres não descarta uma diminuição das atuais restrições em vigor, tanto no que diz respeito a viagens ao exterior quanto à quarentena, para aquelas pessoas que já receberam as duas vacinas contra o coronavírus, estando totalmente imunizadas.

Sábado, e em relação a sexta-feira, o Reino Unido registou mais 10.321 infeções e mais 14 mortes por covid-19, segundo estatísticas divulgadas diariamente pelo Governo britânico.

Entre domingo passado e sábado, o país somou 63.764 novos casos de infeção pelo coronavírus SARS-CoV-2, o que representa um aumento de 33,2% de casos face à semana anterior. O número de mortes na mesma semana aumentou 23,3%, para 74 óbitos.

De acordo com as estatísticas oficiais, o número de hospitalizações semanais também cresceu - 39,6% entre 09 e 15 de junho.

Desde o início da pandemia, o Reino Unido totaliza 4.620.968 infetados e 127.970 mortos. A variante Delta, mais contagiosa do que o vírus original e identificada pela primeira vez na Índia, domina agora no país.

Até sexta-feira, 42.679.268 pessoas (81,0% da população adulta) estavam vacinadas com uma primeira dose e 31.087.325 (59,0% da população adulta) com a segunda dose (vacinação completa).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.853.859 mortos no mundo, resultantes de mais de 177,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito sábado pela agência francesa AFP.

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