PM de Timor reage à morte de Sampaio. "Não estamos preparados para perder alguém que tanto amamos"

O antigo Presidente da República, Jorge Sampaio, teve um papel fulcral durante o processo que levou à independência de Timor.

O primeiro-ministro de Timor, Taur Matan Ruak, reagiu à morte do ex-chefe de Estado português, Jorge Sampaio.

"Nunca estamos preparados para perder alguém que tanto amamos, que as suas ações marcaram momentos da nossa vida como ser humano, como Nação e como Povo. Mas os meus e nossos pensamentos estão com toda a Sua Família, com o Povo Amigo Português neste momento de dor e angústia. Que as Suas recordações e memórias sejam lembradas eternamente!", lê-se numa nota enviada por escrito à TSF.

Enquanto Presidente da República de Timor, Taur Matan Ruak condecorou, em 2016, Jorge Sampaio com a Ordem de Timor.

O antigo Presidente da República Jorge Sampaio morreu aos 81 anos, no hospital de Santa Cruz, em Lisboa.

Antes do 25 de Abril de 1974, foi um dos protagonistas da crise académica do princípio dos anos 60, que gerou um longo e generalizado movimento de contestação estudantil ao Estado Novo, tendo, como advogado, defendido presos políticos durante a ditadura.

Jorge Sampaio foi secretário-geral do PS (1989-1992), presidente da Câmara Municipal de Lisboa (1990-1995) e Presidente da República (1996-2006).

Após a passagem pela Presidência da República, foi nomeado em 2006 pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas enviado especial para a Luta contra a Tuberculose e, entre 2007 e 2013, foi alto representante da ONU para a Aliança das Civilizações.

Atualmente presidia à Plataforma Global para os Estudantes Sírios, fundada por si em 2013 com o objetivo de contribuir para dar resposta à emergência académica que o conflito na Síria criara, deixando milhares de jovens sem acesso à educação.

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