Pode ser "uma segunda Chernobyl." Ucranianos já regressam ao país para combater

Muitos ucranianos que já tinham deixado o país estão a regressar, para ajudar na luta contra as tropas russas. O povo sente-se sozinho na luta e pede à NATO que aceite a Ucrânia a qualquer custo.

Depois de deixarem as mulheres e os filhos em segurança, os homens voltam, para se alistarem nas tropas civis. Dmytro Samarsky, um ucraniano que vive numa cidade às portas de Kiev, conta à TSF que são muitos os ucranianos que partiram para o interior ou para fora do país, mas que agora estão a regressar.

"Os homens levam as famílias para lá e depois regressam. Eles querem defender a Ucrânia. Querem ajudar, ser úteis. As pessoas ficam em filas enormes para se inscreverem nas linhas de defesa. Está a ser assim por toda a Ucrânia", relata Dmytro.

Uma resposta da população que se faz sentir, perante o avanço das tropas russas em território ucraniano. "Esta manhã, houve um ataque aqui na minha terra, Bila Tserkva. Em muitas cidades há ataques de rockets. Na capital, amigos meus tiveram de se esconder em abrigos... E não é só mísseis, agora eles vêm com veículos altamente armados e tanques. Eu vi o resultado destes ataques, ficaram enormes buracos no chão", descreve Dmytro Samarsky.

Os ucranianos temem até que a ameaça passe para o nível nuclear. "Se um míssil acertar em alguma das centrais nucleares - e nós temos cinco, em território ucraniano - vai ser um grande problema. Vai ser uma segunda Chernobyl", declara Dmytro. "Não é só uma ameaça para a Ucrânia, é uma ameaça para toda a Europa."

Apesar do risco para todos, os ucranianos sentem-se abandonados nesta guerra e pedem uma resposta mais forte do Ocidente.

"Ninguém luta pela Ucrânia. O exército português não vai mandar tropas para a Ucrânia. Nós precisamos que a NATO aceite a nossa candidatura o mais rapidamente possível, hoje! Se nos reconhecerem como membros, acredito que podemos travar Putin", expressa este ucraniano.

Com ou sem NATO, garante Dmytro, os ucranianos vão lutar até às últimas consequências: "As pessoas estão a morrer aqui só por causa da ambição deste homem louco. Mas acreditamos na nossa vitória. O preço vai ser enorme, mas não temos nenhuma outra opção. Até mulheres e pessoas com deficiências... até à última pessoa, todos vão lutar".

Em nome da independência e da democracia. Porque os ucranianos sabem, assegura Dmytro, que têm uma coisa pela qual vale lutar.

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