Polícia de Londres alvo de críticas. Caso de jovem despida por suspeita de posse de canábis pode não ser único

Dados dos últimos anos revelam que, entre 2018 e 2020, em 25% das 650 operações policiais em que jovens foram obrigados a despirem-se para serem revistados, não estava presente um outro adulto que não um agente da polícia.

A polícia metropolitana de Londres está a ser alvo de muitas críticas na sequência da detenção e revista de uma adolescente negra, numa escola. O caso foi tornado público em março, quando a jovem, de 15 anos, acusou as autoridades de a terem mandado despir, sem a presença de um professor ou dos pais.

A comissária inglesa para as crianças pediu à polícia os dados dos últimos anos e disse que este não foi um caso isolado.

Entre 2018 e 2020, das 650 operações policiais em que jovens foram obrigados a despirem-se para serem revistados, em 25% dos casos não estava presente um outro adulto que não um agente da polícia.

Há outro dado que salta à vista: os rapazes negros são os mais revistados. Só em 2018, três em quatro revistas envolveram rapazes negros.

A análise da comissária inglesa para as crianças foi desencadeada depois de, em março, ter sido tornada pública uma revista feita a uma rapariga de 15 anos, também negra, que foi detida na escola, sob suspeita da posse de canábis.

As autoridades obrigaram-na a despir-se, sem a presença de um outro adulto.

A lei britânica só dispensa a presença de adultos em casos de risco iminente.

Um relatório de março considerava a detenção injustificada e provavelmente motivada por racismo.

A polícia metropolitana de Londres já assegurou que está a rever os procedimentos, mas a comissária não se mostra convencida. Citada pela BBC, Dame Rachel fala de um problema sistémico e acusa a polícia de ignorar o bem-estar das crianças.

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