Polícia indiana investiga assassinato do rapper do Punjab Moose Wala

Segundo o chefe da polícia do Estado do Punjab, tudo indica que se tratou de um ajuste de contas entre grupos de crime organizado gangs rivais.

A polícia indiana está a investigar a morte do popular cantor de rap do Punjab Sidhu Moose Wala, assassinado a tiro no domingo, disseram esta segunda-feira as autoridades locais.

Shubhdeep Singh Sidhu, conhecido mundialmente pelo nome artrístico Sidhu Moose Wala foi morto a tiro no domingo na altura em que se encontrava no automóvel que conduzia no Punjab, Estado do norte da Índia.

Mosse Wala, 28 anos, foi conduzido a um hospital onde morreu.

O chefe da polícia do Estado do Punjab, VK Bhawra, disse que as primeiras informações apuradas pela investigação indicam que se tratou de um ajuste de contas entre grupos de crime organizado ("gangs") rivais.

De acordo com a imprensa local, um dia antes do ataque contra o músico o governo do Punjab retirou a segurança pessoal a mais de 400 pessoas, incluindo Moose Wala, numa tentativa de restringir a "cultura VIP" (destinada a pessoas socialmente famosas) do Estado.

Moose Wala começou como compositor e autor de letras para músicas antes de conseguir gravar um tema, em 2017, que o tornou famoso na Índia assim como entre a diáspora do Punjab no Reino Unido e no Canadá.

A maior parte dos temas têm títulos em inglês apesar das canções terem sido gravadas na língua do Punjab.

Os vídeos das músicas rap de Wala tornaram-se rapidamente famosos apesar de serem apontados como canções que promovem "a cultura machista".

O primeiro álbum de Moose Wala foi gravado em 2018 tendo conseguido entrar nas tabelas de discos mais vendidos no Canadá (Canada Billboard Albums Chart).

Moose Wala era uma figura controversa devido à mensagem das músicas que gravou.

Em 2020 as autoridades indianas acusaram o músico por alegadamente promover a "cultura das armas de fogo" numa das canções.

O último tema que gravou "The Last Ride" foi lançado no início do mês de maio.

Em 2021, o rapper filiou-se como militante do India Congress Party e concorreu, sem êxito, às eleições gerais do ano passado.

O governador do Estado do Punjab, Bhagwant Mann, disse que "nenhum culpado vai ser poupado" e tendo acrescentado que ficou profundamente "chocado e triste" com o assassinato.

Rahul Gandhi, deputado indiano e filho de Rajiv Ghandi (ex-primeiro-ministro), disse através da rede social Twitter que ficou chocado com a morte do rapper e transmitiu as condolências à família.

"Estou profundamente chocado e triste pela morte de um futuro político e um artista com talento", disse Rahul Gandhi.

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