Polícia usa gás lacrimogéneo para impedir manifestantes de chegar a embaixada do Irão em Paris

Várias centenas de pessoas participaram no protesto, organizado por várias organizações não-governamentais, com 'slogans' contra o regime de Teerão e de apoio à oposição.

A polícia francesa lançou gás lacrimogéneo num protesto em Paris contra a repressão do regime iraniano após a morte da jovem Mahsa Amini, quando os manifestantes se tentaram aproximar da embaixada do Irão, fortemente protegida.

Os agentes recorreram a gás lacrimogéneo quando vários participantes na manifestação ultrapassaram os limites que as forças da ordem tinham estabelecido.

Dezenas de polícias cercavam a embaixada, situada numa das zonas mais exclusivas da capital francesa e com vigilância permanente.

Centenas de pessoas, na maioria iranianos, participaram no protesto, organizado por várias organizações não-governamentais, com 'slogans' contra o regime de Teerão e de apoio à oposição.

No sábado já tinha decorrido um outro protesto em Paris, na Place du Châtelet, que também contou com centenas de participantes.

Os protestos no Irão pela morte de Mahsa Amini causaram já pelo menos 41 mortos, de acordo com um balanço oficial não detalhado (incluindo manifestantes e forças da ordem), mas o balanço poderá ser mais pesado, com a organização não-governamental Iran Human Rights (com sede em Oslo) a indicar que pelo menos 57 manifestantes foram mortos.

Mahsa Amini foi detida pela designada "polícia de moralidade" em Teerão, no dia 13, por alegadamente usar o véu de forma incorreta.

Foi transferida para uma esquadra com o objetivo de assistir a "uma hora de reeducação" e morreu três dias mais tarde num hospital.

As autoridades negam qualquer envolvimento na morte da jovem de 22 anos, mas as manifestações que começaram logo no dia 16 continuam em várias cidades e são já consideradas as mais importantes no Irão desde novembro de 2019, quando os protestos contra o aumento do custo de vida foram duramente reprimidos, com o balanço oficial a apontar para 230 mortos e a Amnistia Internacional a falar em mais de 300.

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