Polónia disponível para mediar crise política na Bielorrússia

Polacos acreditam que "ainda há espaço para o diálogo" no conflito entre Lukashenko e a oposição.

A Polónia manifestou-se esta terça-feira disponível para fazer de mediador entre o Presidente da Bielorrússia e a oposição após a candidata Svetlana Tikhanovskaïa se refugiar na Lituânia.

"A Polónia está pronta a assumir o papel de mediador entre a oposição bielorrussa e o Presidente [Alexander] Lukashenko. Ainda há espaço para o diálogo", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros polaco, Jacek Czaputowicz, em Riga.

Já na segunda-feira, o primeiro-ministro polaco pediu uma cimeira extraordinária da União Europeia (UE) sobre a situação na Bielorrússia, após os protestos contra os resultados das Presidenciais de domingo.

"As autoridades utilizaram a força contra os seus cidadãos que reclamam uma mudança no país. Devemos apoiar o povo bielorrusso na sua busca pela liberdade", declarou, num comunicado, o primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki.

Segundo os resultados oficiais finais da votação, o chefe de Estado cessante, Alexander Lukashenko, há 26 anos no poder e que obteve o sexto mandato, recolheu 80,23% dos votos, enquanto a grande rival, a opositora Svetlana Tikhanovskaia, chegou aos 9,9%.

Os resultados são contestados pela oposição, que denunciou atos de violência e de fraudes no processo eleitoral.

Na segunda-feira, Tikhanovskaia, que, segundo os resultados oficiais, recolheu cerca de 10% dos votos, impugnou na Comissão Eleitoral Central (CEC) os resultados "fraudulentos" da votação, após o que abandonou o país e se refugiou na Lituânia.

Hoje, a candidata disse ter tomado a "decisão difícil" de abandonar a Bielorrússia, numa altura em que ocorre uma repressão a um movimento de protesto contra umas eleições presidenciais muito contestadas no país.

A recusa dos resultados eleitorais está a traduzir-se numa onda de protestos contra o regime de Lukashenko, no poder desde 1994 (há 26 anos).

Os protestos fizeram pelo menos um morto e um número indeterminado de feridos.

As autoridades de Minsk admitiram que os protestos se estenderam a 33 cidades e localidades da Bielorrússia e que mais de 3.000 pessoas foram detidas.

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