Polónia regista quinta morte entre migrantes vindos da Bielorrússia

Nos últimos meses, milhares de migrantes, principalmente do Médio Oriente, cruzaram ou tentaram cruzar a fronteira para passar da Bielorrússia para países da União Europeia.

Os guardas da fronteira polaca com a Bielorrússia anunciaram esta sexta-feira a morte de mais um migrante, elevando o número de mortos para cinco desde o início da crise migratória deste verão no leste da União Europeia (UE).

Nos últimos meses, milhares de migrantes, principalmente do Médio Oriente, cruzaram ou tentaram cruzar a fronteira para passar da Bielorrússia para países da União Europeia, como a Polónia, a Letónia ou a Lituânia.

A UE tem acusado a Bielorrússia de orquestrar o enorme aumento do fluxo de migrantes como retaliação pelas sanções impostas a Minsk na sequência da repressão que o regime tem feito à oposição.

De acordo com a polícia polaca, um grupo de imigrantes de origem iraquiana foi detido durante a noite de quinta para sexta-feira a cerca de 500 metros da fronteira com a Bielorrússia.

"Um dos homens, embora tenha sido reanimado pela equipa de resgate, morreu, provavelmente devido a um ataque cardíaco", referiram as autoridades, em comunicado.

Quatro imigrantes foram encontrados mortos na fronteira no domingo, de acordo com autoridades polacas e bielorrussas, depois de, alegadamente, se terem perdido e entrado em hipotermia.

A Polónia enviou milhares de soldados para a fronteira com a Bielorrússia, que abrange mais de 400 quilómetros, e construiu uma cerca de arame farpado ao longo de uma secção.

Além disso, estabeleceu um estado de emergência local que proíbe jornalistas e ativistas de viajarem para a zona de fronteira.

Os críticos do Governo populista de direita da Polónia acusam-no de usar a questão para fins eleitorais e de adotar métodos demasiado duros para com os requerentes de asilo.

Representantes de organizações não-governamentais disseram na quinta-feira que permanecem em contacto com migrantes e documentaram dezenas de expulsões à força, uma prática altamente polémica que impede os migrantes de fazerem pedidos de asilo.

O primeiro-ministro polaco, Mateusz Morawiecki, garantiu hoje que a Polónia está a ajudar todos os migrantes que cruzaram a fronteira do país.

"Estamos a tentar ajudar e salvar a vida e a saúde de todos os migrantes ilegais que cruzaram a fronteira da Polónia e foram encontrados a tempo. Queremos que todos sejam tratados com dignidade", escreveu, na rede social Facebook.

Na segunda-feira, os guardas de fronteira disseram ter registado 3.500 entradas na Polónia em agosto, incluindo as tentativas e que esse número cresceu para 5.000 em setembro.

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