Portugal alerta para "aumento de risco de atentados terroristas" no Quénia

O aviso foi feito na página da embaixada portuguesa em Nairobi no fFcebook e no site oficial das Comunidades Portuguesas

Portugal alertou esta sexta-feira para o "aumento de risco de atentados terroristas que poderão afetar estrangeiros em lugares públicos" no Quénia, aconselhando os portugueses no país, ou a planear para aí viajar, a seguirem as recomendações das autoridades locais.

O alerta "Quénia - Ameaça terrorista" esclarece que "existe uma avaliação de aumento de risco de atentados terroristas que poderão afetar estrangeiros em lugares públicos, incluindo centros comerciais, hotéis e restaurantes" naquele país.

"Com base nesta apreciação, recomenda-se aos viajantes que se mantenham vigilantes em relação ao ambiente em que circulam e sigam as recomendações das autoridades locais e as comunicações da embaixada, em particular através dos seus canais de comunicação públicos", acrescenta o alerta, publicado na página da embaixada portuguesa em Nairobi na rede social Facebook e no portal das Comunidades Portuguesas.

A embaixada acrescenta no Facebook que "a polícia queniana assegurou estar a tomar todas as medidas necessárias para prevenir e evitar qualquer ameaça que surja para a comunidade", exortando-a a "manter-se vigilante e a comunicar qualquer atividade suspeita" às autoridades quenianas.

O Quénia anunciou esta sexta-feira que reforçou a segurança na capital, Nairobi, e em várias cidades do país, depois de ter sido avisado por serviços franceses e alemães da possibilidade de ataques contra ocidentais.

Polícias fortemente armados patrulhavam as ruas de Nairobi e uma segurança apertada era também visível no exterior dos gabinetes governamentais, edifícios públicos e centros comerciais.

"Em relação ao alerta terrorista francês, asseguramos ao público que a segurança dos quenianos, incluindo as infraestruturas essenciais, está a ser reforçada em todo o país, especialmente nas cidades", disse o porta-voz da polícia Bruno Shioso.

"Instamos os quenianos a permanecerem calmos e a partilharem com a polícia qualquer informação sobre atividades suspeitas", acrescentou o porta-voz.

A embaixada francesa em Nairobi emitiu um aviso aos seus cidadãos contra um "risco de ataque nos próximos dias" em Nairobi, recomendando "evitar lugares frequentados por estrangeiros", tais como hotéis, restaurantes e centros comerciais.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros francês reiterou o "risco real" de ataques terroristas no Quénia contra locais públicos frequentados por estrangeiros.

Numa atualização na quinta-feira no seu portal na Internet, o ministério apelou ao "povo do Quénia para estar extremamente vigilante" e "evitar a frequência destes locais públicos nos próximos dias, incluindo este fim de semana".

A embaixada alemã emitiu um aviso semelhante aos seus cidadãos, enquanto a representação holandesa afirmou ter sido informada pelos franceses da possível ameaça, descrevendo a informação como "credível".

Desde a sua intervenção militar no sul da Somália em 2011 para combater islamitas radicais somalis, o Quénia tem sido alvo de vários ataques particularmente mortíferos, nomeadamente contra o centro comercial Westgate em Nairobi, em setembro de 2013 (67 mortos), contra a universidade de Garissa (leste), em abril de 2015 (148 mortos), e contra o complexo hoteleiro Dusit, em Nairobi, em janeiro de 2019 (21 mortos).

Em janeiro de 2020, o grupo Al-Shebab, um movimento ligado à Al-Qaida, ameaçou o Quénia, avisando o país de que "nunca estaria seguro".

O contingente militar queniano é um dos maiores integrados na missão da União Africana na Somália (Amisom), que em 2011 expulsou o Al-Shebab de Mogadíscio.

Este grupo ainda controla grandes áreas rurais na Somália e realiza regularmente ataques na capital do país, Mogadíscio.

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