Portugal, Eslovénia e França lançam grupo de reflexão sobre economia

A Cimeira da Recuperação, o último evento político da presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, decorre esta tarde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, sob a organização do Ministério das Finanças.

O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, anunciou que as presidências portuguesa, eslovena e francesa da UE irão lançar um grupo de reflexão sobre a economia europeia, dando continuidade à discussão desta quarta-feira na Cimeira da Recuperação.

"A presidência portuguesa, em conjunto com as presidências eslovena e francesa, que sucedem a presidência portuguesa, acordaram a criação de um grupo de peritos de alto nível que irá dar continuidade à reflexão aqui iniciada", disse João Leão, no arranque da Cimeira da Recuperação, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa.

No início do evento que encerra a presidência portuguesa do Conselho da União Europeia, o ministro adiantou que o grupo de peritos, "que será formado nas próximas semanas, irá refletir sobre o legado da crise, das medidas necessárias para promover o crescimento potencial da economia europeia, e dos moldes em que a política económica da União Europeia poderá responder a este propósito".

"Até ao final do ano, pretendemos apresentar um trabalho realizado por este grupo de peritos", concluiu João Leão, vaticinando "uma recuperação da economia europeia robusta, sustentável e que não deixe ninguém para trás".

Na sua intervenção de abertura na sessão sobre como "Reformar a economia europeia pós-covid", que conta com a participação dos ministros esloveno e francês com a pasta das Finanças, o governante português apontou ainda várias lacunas na economia europeia.

"De acordo com o Fundo Monetário Internacional [FMI], em 2022, o PIB [Produto Interno Bruto] da União Europeia deverá situar-se cerca de três pontos percentuais abaixo do que se teria verificado se não tivesse havido uma crise pandémica", apontou.

João Leão também referiu que, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), "a União Europeia investe apenas 2,1% do PIB em Investigação e Desenvolvimento, o que é um ponto percentual abaixo do que fazem os Estados Unidos da América".

"Entre as 30 maiores empresas tecnológicas do mundo, apenas duas, neste momento, são europeias. O futuro da economia europeia terá obrigatoriamente de passar pelo reforço da forma como se posiciona face aos outros grandes blocos económicos, nomeadamente nos objetivos de neutralidade carbónica, na inovação tecnológica, e nas principais tecnologias", relevou o ministro.

Assim, João Leão considera que "é necessário lançar o debate acerca da política económica na Europa e da governação económica", e como deve o modelo atual "ser adaptado para garantir uma recuperação robusta e inclusiva, ao mesmo tempo que se assegura a sustentabilidade das finanças públicas".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de