Português acusado de liderar uma das maiores plataformas de hackers do mundo encerrada pela Europol

O cidadão português de 21 anos está detido no Reino Unido desde 31 de janeiro.

A Europol, a agência policial europeia, anunciou esta terça-feira o encerramento de uma das maiores plataformas de hackers do mundo, que vendia acesso a banco de dados de várias empresas norte-americanas que tinham sido alvo de ciberataques.

A sua "infraestrutura" foi apreendida e o seu administrador e os seus dois cúmplices foram detidos, adianta a Europol, em comunicado.

No Twitter, o FBI anunciou o encerramento da plataforma e revelou que o fundador e administrador da plataforma é um português de 21 anos, contra o qual foram lançadas acusações criminais.

De acordo com o comunicado do FBI, o cidadão português foi detido no Reino Unido desde 31 de janeiro e espera a conclusão do procedimento de extradição.

Lançado em 2015, o RaidForums tinha mais de meio milhão de utilizadores, de acordo com a Europol, e era um dos maiores fóruns de hackers do mundo.

"Esta plataforma fez o seu nome vendendo acesso a bancos de dados vazados muito mediatizados de várias empresas norte-americanas em diferentes setores", acrescentaram as autoridades policiais europeias.

"Os bancos de dados têm informações sobre milhões de cartões de crédito, números de contas bancárias", bem como nomes de utilizadores e palavras-chave associados necessários para aceder a contas 'online', referiu a Europol.

A operação batizada de "Torniquete" foi coordenada pela Europol que apoiou investigações nos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Portugal e Roménia.

A operação foi o "culminar de um ano de planificação meticuloso entre as autoridades policiais envolvidas na preparação da ação", rematou a Europol.

O diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica da Polícia Judiciária, Carlos Cabreiro, explicou que "foram detidas três pessoas", dos quais um é o administrador, que "era um cidadão português" e "outros dois cúmplices". O cidadão português, que tinha residência em Portugal, "foi detido em Londres a pedido das autoridades norte-americanas".

Questionado sobre se esta plataforma estava ligada às eleições norte-americanas, Carlos Cabreiro esclarece que "não é uma relação direta", mas existe a "possibilidade de algumas bases de dados filtradas" abrangerem cidadãos norte-americanos.

Notícia atualizada às 18h10

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