Portugueses preveem inaugurar maior Santuário de Fátima na Venezuela em outubro de 2022

Projeto de construção começou a 3 de julho de 2008. O santuário tem uma área de construção de 22.000 metros quadrados e estava inicialmente projetado para ser construído em cinco ou seis anos.

A comunidade portuguesa de Carrizal, no Estado venezuelano de Miranda, projeta inaugurar, em outubro de 2022, a maior réplica local do Santuário de Fátima, uma iniciativa que busca reforçar as tradições lusas e a fé mariana.

"A obra civil está agora 100% concluída e já estamos a trabalhar nos acabamentos, na colocação do mármore no altar. O revestimento à volta da igreja é também com mármore que foi doado pelo Santuário de Fátima, em Portugal. Estamos equipando a casa paroquial e a nossa meta é inaugurar o santuário em outubro de 2022", explicou fonte da organização à agência Lusa.

O secretário da Associação Civil Amigos de Nossa Senhora de Fátima (AVF), Agostinho Gonçalves, explicou ainda que o projeto de construção começou em 03 de julho de 2008, com o lançamento da primeira pedra, durante uma visita do ex-presidente do Governo Regional da Madeira Alberto João Jardim e o núncio apostólico Giacinto Berloco.

As obras começaram em agosto desse mesmo ano, precisando que o santuário tem uma área de construção de 22.000 metros quadrados e estava inicialmente projetado para ser construído em cinco ou seis anos.

"Como não temos um orçamento atribuído, trabalhamos com doações e fundos recolhidos em arraiais. Íamos bem, mas a pandemia [da covid-19] travou tudo [...]. Já estamos no fim da linha. Não precisamos muito de materiais, o que nos falta é o dinheiro para pagar a mão-de-obra", disse Agostinho Gonçalves.

O secretário da AVF explicou ainda que, para inaugurar o Santuário, precisam de entre 500.000 e 600.000 dólares e que o projeto anual estava orçamentado em 25 milhões de dólares (22 milhões de euros).

"70% dos recursos foram obtidos em arraiais, doações de empresários. Tivemos boa receção com a venda de colunas e dos bancos. Estamos realizando almoços com poucas pessoas, com todas as medidas de biossegurança, devido à pandemia", sublinhou, acrescentando que há cinco anos que no estacionamento do Santuário há missa todos os domingos e aí preparam cafés e pequenos-almoços, que ajudam a pagar gastos básicos como luz, água e vigilância.

Por outro lado, Celestino dos Santos, comerciante e colaborador do Santuário, explicou à Lusa que é "devoto por convicção" porque a mãe deu catequese durante 14 anos e ia à igreja assiduamente.

"Ensinou-nos a ir à missa todas as semanas e eu rezo sempre a Nossa Senhora. Peço-lhe saúde, harmonia da família e para que haja paz no país, que a Venezuela supere esta situação para o bem de todos os venezuelanos e estrangeiros no país", disse Celestino dos Santos.

O comerciante quer que o Santuário seja inaugurado em breve.

Por outro lado, Pablo António da Silva, empresário, devoto de Nossa Senhora de Fátima e colaborador do Santuário, explicou que "desde criança, a educação e a formação religiosa que recebeu o vinculou com Nossa Senhora de Fátima".

"Foram os valores da vida que aprendemos. Eu sou um exemplo disso, nasci na Venezuela, sou filho de madeirenses, e essa educação que os nossos pais receberam nos transmitiram de forma adequada. Por isso, me incorporei e com outras pessoas fazemos o possível pela construção do Santuário na Venezuela", explicou este empresário.

Pablo António vai à missa três a quatro vezes por mês, mas "todos os dias" pede "saúde e bom juízo, para levar a vida".

O Santuário, explica, "é uma obra contínua que se constituirá num pedaço de terra de Portugal na Venezuela".

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