Poucos acreditam na ameaça nuclear. Inquiridos preveem conflito duradouro e vitória da Ucrânia

A guerra entre a Rússia e a Ucrânia já ultrapassou os sete meses e a sondagem da Aximage para TSF-JN-DN indicia que está para durar. Os inquiridos apoiam em força a continuação do envio de armas para a Ucrânia e metade acredita que o país pode vencer o conflito.

Apesar de o presidente Putin ter avisado que não está a fazer "bluff", quando afirma que usará "todos os meios" para proteger a Rússia, a hipótese do conflito com a Ucrânia terminar num ataque nuclear apenas convence 7% dos inquiridos da sondagem da Aximage para TSF-JN-DN.

Questionados sobre a evolução do conflito e sobre a possibilidade de Moscovo utilizar armas nucleares, 45% dos inquiridos anteveem, antes, que a guerra se irá prolongar no tempo. 21% antecipam uma escalada entre a Rússia e a NATO, 9% manifestam confiança num acordo que termine a guerra em breve e 6% consideram que a cedência de território ucraniano à Rússia poderia colocar um fim no conflito.

E se, no terreno, a Ucrânia parece estar a recuperar e a Rússia até já avançou com a mobilização parcial de reservistas, quase metade dos inquiridos (49%) consideram possível uma vitória ucraniana. 30% não sabem e 21% não acreditam no cenário de uma vitória de Zelensky.

Aos sete meses de guerra, permanece sólido o apoio dos inquiridos ao envio de armas da NATO para a Ucrânia: 67% concordam e destes 38% até manifestam o apoio "total." Contra a ajuda militar à Ucrânia, estão 15%, enquanto 13% "não concordam, nem discordam" e 5% dizem não ter opinião.

Ficha técnica
A sondagem foi realizada pela Aximage para a TSF, JN e DN com o objetivo de avaliar a opinião dos Portugueses sobre temas relacionados com o conflito entre a Rússia e a Ucrânia. O trabalho de campo decorreu entre os dias 21 e 24 de setembro. Foram recolhidas 810 entrevistas entre maiores de dezoito anos residentes em Portugal. Foi feita uma amostragem por quotas, com sexo, idade e região, a partir do universo conhecido, reequilibrada por sexo e escolaridade. À amostra de entrevistas, corresponde um grau de confiança de 95% com uma margem de erro de 3,45%. A responsabilidade do estudo é da Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direção técnica de Ana Carla Basílio

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