Prémio Pritzker atribuído a Francis Keré, primeiro vencedor africano

Natural do Burkina Faso, recebeu o Prémio Aga Khan de Arquitetura em 2004 e inaugurou uma exposição de Matosinhos no ano de 2019.

O arquiteto do Burkina Faso Francis Keré é o vencedor do prémio Pritzker 2022, tornando-se no primeiro profissional africano a conquistar o mais importante galardão da arquitetura mundial, anunciou esta terça-feira a organização.

"Francis Kéré está a ser um pioneiro da arquitetura - sustentável para a terra e para os seus habitantes - em terrenos de extrema escassez. [...] Através de edifícios que mostram a beleza, a modéstia, o arrojo e a invenção, e pela integridade da sua arquitetura e gesto, Kéré sustenta, com graciosidade, a missão deste prémio", lê-se na nota do júri, divulgada em comunicado.

Entre múltiplos outros projetos, o comunicado da organização realça a escola Benga Riverside, em Moçambique, que inclui "paredes com padrões de pequenos vazios recorrentes, permitindo que a luz e a transparência evoquem sentimentos de confiança por parte dos estudantes".

Diébédo Francis Kéré, natural do Burkina Faso, fundador e arquiteto do escritório Kere Architecture, sediado em Berlim, esteve em Portugal em novembro de 2019, quando inaugurou uma exposição na Exponor, em Matosinhos.

Na ocasião, o arquiteto, que recebeu o Prémio Aga Khan de Arquitetura em 2004, afirmou à Lusa que "a arquitetura consome imensos recursos" e que, por isso, "é importante pensar na sustentabilidade".

"A arquitetura tem de mudar e para isso é importante juntar esforços", sublinhou, reiterando que esta precisa "de ter em consideração todas as mudanças" que se passam no mundo, como climáticas e de limitação de recursos.

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