Presidenciais em São Tomé. Posser da Costa espera processo "transparente"

O candidato presidencial e antigo primeiro-ministro deixou um "apelo veemente" aos eleitores para irem votar.

O candidato presidencial em São Tomé e Príncipe Guilherme Posser da Costa disse, este domingo, esperar que a segunda volta decorra "na maior transparência" e fez um apelo "veemente" para que os são-tomenses acorram às urnas.

"Espero que efetivamente as eleições decorram e os resultados do processo eleitoral se façam na maior transparência, que não haja outro tipo de irregularidades, porque eu quero ser Presidente de São Tomé e Príncipe e de todos os cidadãos são-tomenses sem um único voto fraudulento", comentou Posser da Costa, depois de votar na mesa no complexo Viana da Mota, na capital são-tomense, cerca das 10h00 locais (mais uma hora em Lisboa).

O candidato, que se mostrou confiante na sua vitória nesta segunda volta das eleições, acrescentou: "Quero ser um Presidente da República legitimado de forma transparente e inequivocamente representando a vontade do povo de São Tomé e Príncipe".

Numa manhã em que se verificam poucas filas de eleitores à espera para votar, Posser da Costa considerou que "a abstenção era, de certo modo, previsível".

"Nas segundas voltas, normalmente, é um pouco tradição que isso aconteça", comentou, atribuindo o aparente desinteresse dos eleitores à "demora na realização da segunda volta", que se realiza quase um mês depois da data inicialmente prevista (08 de agosto), devido a um contencioso jurídico e político após uma reclamação do terceiro classificado na primeira volta (Delfim Neves, presidente do parlamento).

O antigo primeiro-ministro Posser da Costa deixou um "apelo veemente" aos eleitores.

"Não fiquem em casa, não deixem o vosso futuro na mão dos outros porque só com todos nós é que vamos construir o país. Este é o momento único, o momento privilegiado, para fazerem o exercício de um dos maiores direitos que têm previsto na Constituição, que é o direito de escolher quem vocês desejam que prossiga as vossas aspirações e que vos represente dentro e fora de São Tomé", sublinhou.

"Tivemos um percurso extremamente cansativo. Foram semanas com momentos não muito bons, sobretudo para a imagem do país", disse.

Mas, ressalvou, "de qualquer das maneiras, a democracia mantém-se de pé".

"Estas eleições foram mais uma prova de que o nosso Estado, o nosso povo, quer consolidar o seu Estado democrático", salientou.

O candidato, que teve 20,7% dos votos na primeira volta, realizada em 18 de julho, é apoiado pelo Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata (MLSTP-PSD) e na segunda volta conta também com o apoio dos restantes partidos que compõem a 'nova maioria', que suporta no parlamento o Governo de Jorge Bom Jesus (Partido Convergência Democrática e coligação UDD/MDMF).

O seu adversário, Carlos Vila Nova, é apoiado pelo partido Ação Democrática Independente, oposição) e venceu a primeira volta das eleições presidenciais, com 43,3% dos votos.

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