Presidenciais em São Tomé. Carlos Vila Nova preocupado com "rumores de fraude"

O candidato afirmou que a sua equipa vai acompanhar "o decurso da votação, a contagem dos votos nas mesas, e mesmo o transporte das urnas para locais seguros distritais", para se assegurar de que tudo corre bem.

O candidato à segunda volta das eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe Carlos Vila Nova disse, este domingo, que a sua equipa vai acompanhar todo o processo de contagem de votos, afirmando-se preocupado com "rumores de fraude".

"Nós também temos preocupações quanto ao exercício deste ato. Como todos sabem, este exercício arrasta-se há quase três meses, contrariamente ao que está previsto nas leis da República. (...) As preocupações, os rumores existentes merecem da nossa parte alguma preocupação, pelo que iremos acompanhar o processo todo com a nossa equipa", disse Vila Nova, após ter votado, esta manhã, no complexo Viana da Mota, na capital são-tomense.

Questionado sobre a que rumores se referia, o candidato respondeu "rumores de fraude".

A equipa, acrescentou, acompanhará "o decurso da votação, a contagem dos votos nas mesas, e mesmo o transporte das urnas para locais seguros distritais, para que tudo corra bem".

"Nós defendemos a transparência total neste ato porque para nós é um exercício nobre e um exercício onde é um povo que faz realmente a escolha, onde é o povo que decide o seu futuro colocando nas mãos da Presidência do país alguém da sua preferência", salientou.

Vila Nova recordou que na manhã seguinte à primeira volta, realizada a 18 de julho, a sua candidatura disse que "havia atos que eram pouco claros" e pediu explicações à Comissão Eleitoral Nacional.

Entre os resultados provisórios e os definitivos, a candidatura de Vila Nova subiu quatro pontos percentuais, para 43,3% do total dos votos, recordou.

"Fomos chamando a atenção porque não queremos que haja incidentes destes que criem dúvidas. (...) Nós não queremos hoje que este ato seja manchado por suspeições. Nós queremos que a imagem do nosso país seja uma imagem limpa, credível, de um país que há 30 anos exerce plena democracia, faz os seus atos eleitorais sem grandes incidentes", comentou o candidato, apoiado pelo partido da oposição Ação Democrática Independente (ADI).

Questionado sobre a abstenção nesta segunda volta, quando as assembleias de voto registam poucas ou nenhumas filas de eleitores, Vila Nova comentou que, na reta final deste processo eleitoral, foi notória "alguma fadiga nas pessoas".

"Muitas delas diziam que já votaram, que já não queriam votar, era preciso muito trabalho pedagógico", disse, fazendo votos que no início da tarde os eleitores "acorram às urnas para exercer o seu direito".

Sobre o seu voto, comentou ter "um sentimento de cidadania exercida".

"Da mesma forma que eu espero que todos os cidadãos eleitores o tenham feito porque eu não gostaria que escolhessem um Presidente da República por mim. Por isso fi-lo e espero que todos tenham o mesmo sentimento e sejam eles a escolher o próximo Presidente da República Democrática de São Tomé", referiu.

Carlos Vila Nova disputa a Presidência da República são-tomense com Guilherme Posser da Costa, apoiado pelos partidos da 'nova maioria' (no poder - Movimento de Libertação de São Tomé e Príncipe - Partido Social Democrata Partido Convergência Democrática e a coligação UDD/MDFM), e que obteve 20,7% na primeira volta.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de